'Não é aí que Washington vai parar': cientista político sobre saída dos EUA do Tratado INF

© Sputnik / Igor Zarembo / Abrir o banco de imagensUma bateria do sistema de defesa aérea dos EUA Patriot (foto de arquivo)
Uma bateria do sistema de defesa aérea dos EUA Patriot (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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As ações dos EUA não dependem de quem preside a nação e têm como objetivo dissuadir a Rússia e a China, afirmou ao serviço russo da Rádio Sputnik o cientista político-militar Aleksandr Perendzhiev.

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, nomeou a razão da saída de Washington do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, também conhecido como Tratado INF.

Na opinião do ministro, a restauração do potencial de defesa da Rússia, o crescente poder da China e a expansão da cooperação técnico-militar sino-russa levaram Washington a se retirar unilateralmente do Tratado INF.

"Estamos convencidos de que a verdadeira razão da saída unilateral de Washington do Tratado de eliminação de mísseis de curto e médio alcance corresponde à dissuasão da República Popular da China e da Federação da Rússia", declarou Shoigu em uma reunião do Fórum Xiangshan de Pequim, na segunda-feira (21).

Ao mesmo tempo, Shoigu lembrou que, acusando a Rússia de violar o Tratado INF, os c"EUA estavam se preparando para destruição" do tratado. "EUA criaram drones de ataque, usaram mísseis balísticos de médio alcance como alvos e instalaram lançadores de mísseis Mk-41 na Europa, originalmente projetados para lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk."

Sergei Shoigu acredita que "na esfera de controle armamentista está sendo destruído o sistema de segurança de vários níveis, que garante a estabilidade e o equilíbrio de forças há muitos anos".

'Não é aí que Washington vai parar'

Aleksandr Perendzhiev, professor do Departamento de Ciência Política e Sociologia da Universidade de Economia da Rússia Plekhanov, expressou sua opinião sobre a saída dos EUA do Tratado INF ao serviço russo da Rádio Sputnik.

"Não é aí que Washington vai parar. E não importa quem seja o presidente dos Estados Unidos, pois mesmo com Barack Obama, a terceira zona de defesa antimíssil na Europa foi instalada. É evidente que este sistema deveria, supostamente, proporcionar condições de ataque à Rússia", detalhou o cientista político-militar.

Como Perendzhiev observou, um sistema semelhante começou a ser desenvolvido no Extremo Oriente – na Coreia do Sul e no Japão, e "os EUA sempre diziam que era supostamente contra a Coreia do Norte".

"Mas, na verdade, esse sistema de defesa antimíssil foi instalado contra a China e a Rússia, sendo um plano estratégico. E a questão não é apenas que a Rússia e a China estão reforçando capacidades militares, mas também que são aliados militares e políticos bastante fortes", concluiu Aleksandr Perendzhiev.

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