Jornal aponta nova frota norueguesa de F-35 como propagadora de gases do efeito estufa

© AP Photo / Chris DrzazgowskiCaças F-35A Lightning II (foto de arquivo)
Caças F-35A Lightning II (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Os novos caças F-35 da Noruega, produzidos nos EUA, contribuirão para aumentar consideravelmente as emissões de carbono em 2030, comunicou mídia local.

De acordo com o jornal Dagsavisen, a nova frota de jatos americanos comprometerá a obrigação da Noruega de reduzir as emissões de CO2 para 60% do seu nível de 2005.

Prevê-se que daqui a 20 anos a frota seja composta por 52 unidades de F-35, substituindo a atual frota norueguesa de 57 caças F-16.

A edição ressalta que os F-35 têm motores muito mais potentes e são quase três vezes mais pesados em comparação com os antigos F-16 – 31 toneladas contra 13. Devido ao elevado peso, eles queimam 5.600 litros de combustível por hora, em comparação com apenas 3.500 litros dos F-16, que estão em uso desde 1980.

Medidas climáticas

Segundo o jornal, dentro de uma década, quando a frota de F-35 estiver totalmente faseada, as emissões de carbono geradas pela Força Aérea norueguesa aumentarão em 207%.

Até 2030, só a Força Aérea responderá por 56% das emissões totais das Forças Armadas, o que tornará ainda mais difícil para a Noruega atingir seus objetivos climáticos.

"É um grande problema que os militares de todo o mundo mantenham a isenção de reportar os efeitos sobre o clima e suas medidas climáticas […] Não podemos ter isso, quando todos os setores da sociedade devem chegar a zero emissões até 2050", disse Gaute Eiterjord.

Para o porta-voz da política de defesa do Partido do Progresso, Per-Willy Amundsen, as capacidades de defesa da Noruega devem ser priorizadas.

CC BY 2.0 / Forsvarsdepartementet / Caça F-35F-35 da Força Aérea da Noruega
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F-35 da Força Aérea da Noruega

"A menos que os fanáticos do clima queiram encerrar as Forças Armadas, eles podem apresentar sugestões construtivas sobre como reduzir as emissões o mais possível, sem comprometer as capacidades de defesa", afirmou Amundsen, rejeitando os contra-argumentos como "políticas simbólicas que têm impacto zero nas alterações climáticas".

"Estes fanáticos do clima não colocam nem a segurança da Noruega nem a segurança dos nossos cidadãos em primeiro lugar", acrescentou, referindo-se à mudança para armas de propulsão nuclear, que poderiam reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa.

"Se colocarmos os números em perspectiva, a Noruega é responsável por cerca de 0,14% das emissões mundiais de gases de efeito estufa. A defesa é responsável por 0,45% das emissões totais da Noruega. O aumento esperado das emissões da defesa da Noruega será de cerca de 0,00022% das emissões globais de gases de efeito estufa, com base nos números das emissões de hoje", complementou Amundsen.

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