China afirma ter 'provas contundentes' da interferência dos EUA em Hong Kong

© AP Photo / Vincent ThianManifestantes repelem tubos de gás lacrimogênito durante protestos em Hong Kong
Manifestantes  repelem tubos de gás lacrimogênito durante protestos em Hong Kong - Sputnik Brasil
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O presidente do Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo (parlamento chinês), Li Zhanshu, declarou nesta quinta-feira (26) que Pequim tem "provas contundentes" da participação dos EUA e de outros países na tensa situação de Hong Kong.

As palavras de Zhanshu foram expressas em visita oficial a Moscou nesta semana, durante uma reunião com o presidente da Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento da Rússia), Vyacheslav Volodin.

"Temos provas de que o que está acontecendo em Hong Kong foi cuidadosamente planejado e subsequentemente iniciado pelos Estados Unidos e pelo Ocidente", afirmou Li Zhanshu.

Manifestantes em Hong Kong pediram ao presidente norte-americano, Donald Trump, para "salvar" a cidade. Observa-se que durante protestos, manifestantes carregaram bandeiras americanas.

Discurso de Trump

O presidente dos EUA afirmou na terça-feira (24) na ONU que espera que Pequim cumpra suas obrigações com Hong Kong de acordo com a Declaração Conjunta Sino-Britânica de 1984, na qual Pequim prometeu salvaguardar a independência do sistema legislativo de Hong Kong e suas instituições democráticas.

As autoridades da China, por sua vez, pediram para Estados Unidos deixarem de intervir no processo político de Hong Kong.

"Pedimos fortemente aos Estados Unidos que respeitem as normas do direito internacional e os princípios fundamentais do comércio internacional, respeitem a soberania da China, parem de interferir nos assuntos internos de Hong Kong e de fazer declarações irresponsáveis, e façam mais pelo florescimento e desenvolvimento de Hong Kong", declarou o porta-voz da chancelaria chinesa, Geng Shuang.

Protestos em Hong Kong

Hong Kong registra protestos de grandes proporções desde o início de junho. As manifestações começaram como uma reação a um projeto de lei altamente impopular que permitiria que as pessoas fossem extraditadas de Hong Kong para a China continental. Os protestos acabaram se transformando em confrontos violentos entre manifestantes e a polícia.

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