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Prefeitura do Rio realiza operação de censura na Bienal do Livro

© Folhapress / Ilan PellenbergO candidato ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, faz campanha corpo-a-corpo na Tijuca, no Rio de Janeiro, RJ.
O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, faz campanha corpo-a-corpo na Tijuca, no Rio de Janeiro, RJ. - Sputnik Brasil
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O livro de HQ considerado "impróprio" pela Prefeitura do Rio por conter cena com beijo gay esgotou em todas as estantes da Bienal em pouco mais de meia hora nesta sexta-feira (6). 

Funcionários da Secretaria de Ordem Pública da Prefeitura do Rio (SEOP) foram à Bienal do Livro na tarde desta sexta-feira (6) realizar uma fiscalização para identificar e lacrar livros considerados "impróprios".

Na última quinta-feira, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), determinou o recolhimento de uma HQ dos Vingadores da Bienal do Livro por seu "conteúdo impróprio para menores".

"A prefeitura tem poder de polícia para isso. Se o material não estiver seguindo as recomendações, ele será recolhido. Estamos seguindo a orientação da procuradoria da prefeitura. Eu não entendo que haja censura. Se for material pornográfico, oferecido sem as normas, será recolhido", disse o subsecretário operacional da SEOP, Wolney Dias, a repórteres no local. 

​O inciso quatro do artigo 5º da Constituição Federal prevê que "é livre a manifestação do pensamento". E segundo o inciso 9, do mesmo artigo, é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Em nota enviada à Sputnik Brasil, a Bienal do Livro afirmou que o evento "dá voz a todos os públicos, sem distinção, como uma democracia deve ser", destacando a pluralidade do festival, "onde todos são bem-vindos e estão representados".

"A direção do festival entende que, caso um visitante adquira uma obra que não o agrade, ele tem todo o direito de solicitar a troca do produto, como prevê o Código de Defesa do Consumidor", diz a nota. 

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