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Economista: mercado está cauteloso, mas não pessimista

© REUTERS / Pilar Olivares / Foto de ArquivoNotas de real no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro (arquivo)
Notas de real no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro (arquivo) - Sputnik Brasil
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Após um trimestre de retração e outro de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, a economia brasileira convive com um cenário externo desfavorável e com alguns sinais de melhora no ambiente interno.

A avaliação é da professora da Faculdade de Economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) Nadja Heiderich. Ela ressalta que apesar dos indicadores econômicos da indústria e do comércio estarem "aquém do esperado", existem "alguns outros sinais" de melhora na economia no segundo semestre — como o aumento da previsão do Banco Central para o PIB deste ano e a inflação sobre controle.

O boletim Focus desta semana aumentou a previsão do PIB de 2019 de 0,8% para 0,87%.

O Itaú Unibanco, contudo, não está tão otimista e prevê uma retração de 0,2% do PIB no trimestre entre julho e setembro.

No primeiro trimestre de 2019, o PIB recuou 0,2% na comparação com os três meses anteriores. Já no segundo trimestre, o PIB avançou 0,4% na comparação com os três meses anteriores.

Heiderich acredita que a liberação dos saques do FGTS ajudará a injetar dinheiro na economia e a aprovação da reforma da Previdência na Comissão Constituição e Justiça do Senado transmite um bom sinal. "O mercado está bastante cauteloso, mas não acredito que seja pessimismo", diz a coordenadora do Núcleo de Estudos em Conjuntura Econômica da FECAP.

No cenário internacional, o mapa é turbulento e prejudica a captação de recursos, avalia a economista. 

"Temos um cenário externo bastante instável, problemas com a Argentina aqui ao nosso lado. Então estamos tendo problemas com a captação de investimento estrangeiro , temos ainda um processo das reformas sendo concretizado, então ainda estamos no meio do processo. A partir do momento que tivemos concluído essa etapa, acredito que haverá captação de investimentos, o problema é, creio eu, o ambiente de incertezas que estamos vivendo", diz Heiderich à Sputnik Brasil. 

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