China presta queixa contra tarifas dos EUA na OMC em meio à guerra comercial

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O Ministério do Comércio da China afirmou em comunicado que Pequim apresentou processo contra Washington perante a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre os direitos de importação americana.

Nesta segunda-feira (2), o ministério afirmou que as últimas tarifas impostas às importações chinesas violaram um acordo alcançado pelos presidentes da China e dos EUA em uma reunião em Osaka, no Japão.

Pequim protegerá resolutamente seus direitos legais de acordo com as regras da OMC, declarou o ministério chinês.

No dia 1º de setembro, os Estados Unidos começaram a impor taxas de 15% sobre vários produtos chineses, incluindo calçados, relógios inteligentes e televisores de tela plana, enquanto a China implementou novas tarifas sobre o petróleo bruto americano.

Um representante comercial dos EUA declarou em 27 de agosto que estava aumentando a taxa de direitos adicionais de 10% para 15% para as importações chinesas, abrangidas pela ação tarifária de Washington de US$ 300 bilhões (R$ 1,2 trilhão).

Tarifas mútuas

No início de junho, os presidentes dos EUA e da China haviam se reunido à margem da cúpula do G20 em Osaka, durante a qual o líder norte-americano Donald Trump disse que estava pronto para chegar a um acordo comercial mutuamente aceitável. Após uma semana, ele anunciou tarifas de 10%, culpando Pequim por não cumprir a promessa de comprar mais produtos agrícolas americanos.

Em 2018, o presidente americano anunciou imposição de tarifas correspondentes a US$ 50 bilhões em importações chinesas para equilibrar o déficit comercial.

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