Será que China está à beira do colapso financeiro?

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Em 2019, o mercado de títulos chineses pode enfrentar o maior calote em sua história, revelou a agência Bloomberg.

Segundo dados divulgados pela agência, nos primeiros quatro meses de 2019, as empresas chinesas não amortizaram títulos nacionais no valor de 39,2 bilhões de yuans (5,8 bilhões de dólares ou R$ 22,8 bilhões). Isso é cerca de 3,4 vezes mais do que no mesmo período de 2018.

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De acordo com os analistas citados pela Bloomberg, se não houver mudanças, o ano de 2019 terá o máximo incumprimentos da dívida. Especialistas acreditam que essa situação se deve à política do governo chinês, que visa combater o sistema bancário paralelo. As instituições paralelas de crédito permitem tomar decisões sobre a concessão de empréstimos com menos controle dos reguladores.

Isso causou uma redução no financiamento, o que explica o aumento de casos de incumprimento de dívida, que começou no fim de 2017 e continua até hoje. De acordo com a agência de classificação de riscos Moody's, o vencimento curto dos títulos significa que as empresas recorrem frequentemente ao refinanciamento.

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Ao mesmo tempo, os bancos estão relutantes em conceder empréstimos a empresas menos robustas que, por sua vez, se acostumaram a pedir crédito nos bancos paralelos, cujo número continua a diminuir devido à nova política regulatória. 

Anteriormente, foi informado que, em resposta ao possível aumento das tarifas sobre os produtos chineses para 25%, Pequim está preparando um pacote de medidas para estimular a economia nacional. 

Em particular, se prevê cortar impostos, estimular a compra de eletrodomésticos e automóveis, além de reduzir ainda mais as taxas de juros, visando o crescimento do crédito, especialmente para as pequenas empresas que são as mais vulneráveis durante as guerras comerciais.

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