Chancelaria russa comenta declarações sobre ter persuadido Maduro a não fugir da Venezuela

© AFP 2022 / Yuri CortezNicolás Maduro, presidente da Venezuela
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela - Sputnik Brasil
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Washington tentou desmoralizar o Exército da Venezuela, e agora está usando fake news como parte da guerra informacional, afirmou nesta quarta-feira (1º) a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova.

A representante comentou as declarações do secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo de que a Rússia teria persuadido o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a não abandonar o país.

"Washington tentou ao máximo desmoralizar o Exército da Venezuela, e está utilizando fake news como parte da guerra informacional", afirmou Zakharova em entrevista ao canal CNN.

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Anteriormente, Mike Pompeo declarou que o líder venezuelano Nicolás Maduro, frente aos protestos da oposição na terça-feira (30), estava pronto para sair do país.

"Eles tinham um avião na pista. Ele (Maduro) estava pronto para partir nesta manhã, pelo que ficamos sabendo. Os russos indicaram que ele deveria ficar", disse ele em entrevista ao canal.

O próprio Maduro criticou as palavras de Pompeo. Segundo ele, nos EUA ainda não houve "um governo tão louco como este".

Nesta terça-feira (30), o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, e seus apoiadores, se concentraram na estrada ao lado da base militar La Carlota. Nesse dia de manhã, Guaidó havia chamado o povo venezuelano e o exército a saírem às ruas para completar a Operação Liberdade e derrubar o líder do país, Nicolás Maduro.

De acordo com o ministro da Defesa do país, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas da Venezuela continuam sendo completamente fiéis às autoridades legítimas.

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A Venezuela tem enfrentado uma grave crise política, com o líder da oposição, Juan Guaidó, proclamando-se presidente interino do país em 23 de janeiro.

A medida foi reconhecida pelo Brasil, Estados Unidos e por mais de 50 outras nações, enquanto Maduro a descreveu como uma tentativa de golpe arquitetada pelos Estados Unidos.

A China, Rússia, Bolívia, Turquia e numerosos outros países reconhecem Maduro como o único presidente legítimo da Venezuela.

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