General da Força Aérea dos EUA alerta para grande perigo no espaço

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O Pentágono segue trabalhando para criar a Força Espacial proposta pelo presidente Donald Trump, entretanto, o general da Força Aérea dos EUA, responsável por defender a nação norte-americana de ameaças extraterrestres, alertou sobre um grande perigo, o lixo espacial.

"Eu advoguei por muito tempo o desenvolvimento de algum tipo de normas e regras internacionais no espaço", afirmou o general da Força Aérea dos EUA, John Hyten, aos membros do Comitê de Serviços Armados, comentando que, em sua opinião, estas normas e regras iniciariam com os resíduos no espaço, isso porque, os resíduos limitariam um futuro acesso ao espaço.

"Se mantivermos a criação de lixo no espaço, eventualmente será mais difícil encontrar um lugar para o lançamento, um lugar para colocar um satélite, para operar um satélite sem precisar manobrar o tempo todo para desviar dos resíduos. Tudo isso é complicado e deve ser trabalhado com perspectivas internacionais", afirmou Hyten.

Um exemplo disso é o lançamento de um satélite da Índia com um míssil antissatélite. O país afirmou que caso sejam criados os resíduos a partir do lançamento, isso não representaria uma ameaça para os patrimônios espaciais.

Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) lança o Polar Satellite Launch Vehicle C-34 (PSLV) do centro espacial Satish Dhawan, em 23 de setembro 2009 (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
Índia lança satélite 'espião' para rastrear inimigos (VÍDEO)
"O teste foi realizado em uma atmosfera mais baixa para assegurar que não haja resíduos no espaço. Sendo assim, qualquer resíduo gerado, cairá na Terra em algumas semanas", afirmou o porta-voz da embaixada indiana nos EUA, Shambhu Hakki.

Contudo, mesmo que a Índia tenha realizado o teste em uma órbita abaixo dos 300 quilômetros, os resíduos poderiam "representar uma ameaça", afirma Jonathan McDowell, astrofísico da Harvard-Smithsonian Center em entrevista à CNBC, enfatizando que os indianos apenas realizaram o teste abaixo da órbita da Estação Espacial Internacional.

Além da Índia, a China também realizou um teste antissatélite em 2007, quando destruiu seu próprio satélite de tempo com sucesso, espalhando diversas partes do equipamento em órbita e criando uma nuvem orbital de resíduos mortais, aponta um recente relatório do Centro Nacional de Inteligência Aérea e Espacial (NASIC).

Com isso, os testes representam um negócio preocupante para as corporações e os governos que operam no espaço, já que eleva os riscos nos negócios dos países envolvidos na demonstração de capacidade militar.

Considerando que quanto maior for o número de testes, maior será o risco de esses resíduos impactarem com outros foguetes a caminho do espaço ou satélites em órbita baixa na Terra.

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