Venezuela no escuro: Caracas e outras cidades são atingidas por novo apagão

© Sputnik / Eva Mari Uskategi / Abrir o banco de imagensApagão em Caracas, Venezuela
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Caracas e outras grandes cidades venezuelanas foram atingidas por um novo blecaute elétrico nesta sexta-feira, em um momento em que estavam se recuperando de um apagão que havia paralisado o país durante dias.

O blecaute começou por volta das 19h10 (horário local, 21h10 de Brasília), deixando a capital, além de cidades como Maracaibo, Valência, Maracay e San Cristobal, sem eletricidade, segundo usuários de redes sociais.

Serviços da estatal de telecomunicações CANTV empresa foram encerrados na capital venezuelana, mas os de telefonia móvel de empresas privadas como a Movistar e Digitel ainda estavam ativos.

Enquanto isso, a mídia local informou que o apagão ocorreu em pelo menos 20 dos 23 estados do país: Anzoategui (nordeste), Aragua (norte), Apure (oeste), Barinas (noroeste), Carabobo (norte), Cojedes (norte), Falcon (noroeste), Guárico (norte) Lara (noroeste), Mérida (noroeste), Miranda (norte), Monagas (nordeste), Nueva Esparta (norte), Português (noroeste), Sucre (nordeste), Tachira (oeste), Trujillo (noroeste), Vargas (norte), Yaracuy (norte) e Zulia (noroeste), de acordo com o Diário 2001.

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Na última segunda-feira, outro blecaute afetou boa parte do território venezuelano, incluindo a capital e em 15 estados do país.

Até agora, em março, a Venezuela já sofreu dois cortes nacionais de energia.

O ministro da Comunicação e Informação, Jorge Rodriguez, disse na quinta-feira que até agora neste mês, o sistema eléctrico nacional sofreu quatro ataques que explicam interrupções de serviço. Até o momento, a pasta não se pronunciou sobre o incidente desta sexta-feira.

O governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro atribui as falhas recorrentes do serviço elétrico a um "ataque terrorista" do "império americano".

Mas especialistas no setor dizem que as constantes quedas de energia são produto de anos de desinvestimento no sistema elétrico, já que em 2007 o falecido presidente Hugo Chávez nacionalizou o setor.

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