Moscou responde às palavras de Trump sobre presença russa na Venezuela

© REUTERS / Marco Bello TPXUm avião de combate Sukhoi Su-30MKV da Força Aérea Venezuelana sobrevoa uma bandeira venezuelana (foto de arquivo)
Um avião de combate Sukhoi Su-30MKV da Força Aérea Venezuelana sobrevoa uma bandeira venezuelana (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A chancelaria russa e o assessor de Vladimir Putin comentaram a declaração de Donald Trump sobre a presença da Rússia na Venezuela.

Anteriormente, Trump afirmou que a Rússia deve sair da Venezuela, acrescentando que todas as opções estão sendo avaliadas para alcançar este objetivo.

De acordo com o assessor do presidente russo, Yuri Ushakov, a colaboração entre a Rússia e Venezuela decorre no quadro de relações normais com o governo legítimo da Venezuela.

"Acho que Zakharova [a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia] disse bem: que sigam cumprindo tranquilamente suas obrigações quanto à Síria, e não se preocupem sobre isso [a Venezuela]. Tudo está sendo feito no âmbito de relações normais com um governo legítimo", disse Ushakov aos jornalistas quando perguntado para comentar a declaração do presidente norte-americano.

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A chancelaria russa, por sua parte, afirmou que o lado russo não violou quaisquer regras internacionais. 

"O lado russo não violou nada, nem os compromissos internacionais, nem a legislação da Venezuela. A Rússia não mudou o equilíbrio de forças na região, a Rússia não está ameaçando ninguém, diferente de certas pessoas em Washington", afirmou a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova. 

Ela disse também é que preciso cessar a atividade provocativa do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, já que este mina as bases das instituições do país sul-americano. 

"Nós apoiamos o apelo a todos os países para que contribuam para a busca de soluções a fim de recuperar a ordem constitucional na Venezuela. Trata-se da suspensão da atividade provocadora do autoproclamado, do assim chamado presidente interino, que mina as bases normativas das instituições venezuelanas", assinalou. 

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Além disso, o adido militar da embaixada venezuelana em Moscou, José Rafael Torrealba Pérez, comentou a presença de especialistas russos no país sul-americano. 

"Quanto à presença dos especialistas russos, sublinho que se  trata de uma colaboração técnico-militar. De forma alguma a presença militar russa tem a ver com a possibilidade de operações militares [na Venezuela]", disse. 

Em 21 de janeiro, na Venezuela começaram protestos em massa contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, logo depois de ele assumir o segundo mandato presidencial. Em 23 de janeiro o líder da oposição do país, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino do país, tendo sido apoiado pelo Brasil, EUA e vários outros países. Maduro recebeu o apoio de tais países como a Rússia, México, China, Turquia, Indonésia e outros.

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