Vácuo, radiação e temperatura extrema: criaturas terrestres sobrevivem 533 dias no espaço

© Foto / Roskosmos / Oleg ArtemievVista da Terra desde o espaço (imagem ilustrativa)
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Último experimento científico evidencia: vários organismos terrestres, acostumados a condições severas da Terra, conseguiram sobreviver 533 dias no vácuo, expostos à intensa radiação ultravioleta e a variações extremas de temperatura.

No âmbito do experimento, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Roscosmos enviaram para a Estação Espacial Internacional (EEI) centenas de organismos terrestres, tais como bactérias, algas, fungos e briófitos de habitats polares e alpinos. O objetivo do experimento BIOMEX era sujeitar organismos a condições similares às de Marte e analisar reações.

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Os organismos foram incorporados e cultivados em simuladores de solo marciano e, em seguida, colocados na instalação Expose-R2, localizada fora do módulo Zvezda da estação. Lá, eles passaram 18 meses entre 2014 e 2016, antes de iniciar retorno à Terra, onde centenas de amostras foram analisadas.

Ao receber os resultados do experimento, pesquisadores ficaram realmente impressionados. Esses organismos terrestres conseguiram sobreviver 533 dias no vácuo, expostos à intensa radiação ultravioleta e a variações extremas de temperatura.

"Alguns dos organismos e biomoléculas demostraram tremenda resistência à radiação no espaço e, na verdade, retornaram do espaço à Terra 'sobreviventes'", indica o astrobiólogo Jean-Pierre de Vera, do Instituto de Pesquisa Planetária do Centro Aeroespacial Alemão.

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A equipe revelou ter estudando também "archaea, que são microrganismos unicelulares que existem na Terra há mais de 3,5 bilhões de anos e vivem em águas salgadas. Nossas 'cobaias de teste' são parentes das que têm sido isoladas no permafrost ártico".

"Eles sobreviveram a condições espaciais e também são detectáveis com nossos instrumentos. Esses organismos unicelulares poderiam ser candidatos para as formas de vida que poderiam ser encontradas em Marte", disse Jean-Pierre de Vera, citado pelo jornal Science Alert.

"Claro que isso não significa que existe vida em Marte", sublinhou Vera, adicionando que "a busca de vida é a principal força matriz para futuras gerações de missões para Marte".

Organismos que podem sobreviver a condições geoquímicas severas são conhecidos como extremófilos, sendo o tipo de vida que poderia habitar outros planetas. Em particular, cientistas mostraram que esses organismos poderiam sobreviver a condições marcianas.

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