Revista simula guerra entre Rússia e OTAN na Europa

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Tanques russos de terceira geração T-14 Armata (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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A revista The Nacional Interest modelou o início de guerra entre a Rússia e a OTAN na Europa, oferecendo para a Aliança uma forma de "neutralizar" Moscou.

O autor da publicação, Michael Peck, refere-se a um relatório do Centro de Avaliações Estratégicas e Orçamentárias (CSBA) dos EUA, segundo o qual, em caso de conflito, a Rússia é capaz de se apoderar de parte da Estônia, Letônia e Lituânia muito antes da intervenção dos aliados dos países bálticos.

"As consequências de perder mesmo uma guerra limitada com Rússia no continente europeu poderia ser fatal para coesão da Aliança", cita Peck o documento do CSBA.

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Especialistas acreditam que a incapacidade de proteger os aliados poderia enfraquecer significativamente a confiança dos países-membros da OTAN em Washington e conduziria a mudanças geopolíticas na Europa. De acordo com o relatório do CBSA, a principal vantagem de Moscou seria a localização geográfica e a localização das bases militares russas.

Para evitar cenário desfavorável para OTAN, é proposto um "esquema defensivo", sendo a Polônia a chave para a defesa do Leste Europeu, para onde seriam deslocadas verdadeiras divisões americanas.

"Um cenário em que a Rússia tenta tirar proveito de ponte terrestre para Kaliningrado através da Lituânia é um exemplo de como os militares poloneses poderiam desempenhar estas funções", escreve Peck, referindo-se ao relatório do CBSA.

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Os especialistas acreditam que, durante a guerra, militares poloneses poderiam proteger parte do território, dando apoio ao reforço da OTAN e participando da comunicação entre aliados.

Ao mesmo tempo, os autores do documento enfatizam que o equipamento soviético polonês está desatualizado e que um reequipamento do exército para os padrões ocidentais exigiria investimentos financeiros significativos."Se uma brigada americana não é suficiente para deter a Rússia, uma divisão seria?", indaga o autor do artigo.

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Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Jacek Czaputowicz, deixou claro o desejo de seu país de se tornar o núcleo da presença militar da OTAN e dos EUA na região.

Varsóvia também ofereceu a Washington instalação permanente de divisão blindada americana, assumindo os custos de cerca de US$ 1,5 a 2 bilhões. A proposta da Polônia aos EUA não engloba a OTAN, mas somente as duas nações. O presidente polonês, Andrzej Duda, até propôs nomear a base de Fort Trump. Atualmente, uns 4,5 mil soldados americanos estão na Polônia.

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