Premiê israelense admite ter aprovado venda de submarinos 'avançados' ao Egito

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reconheceu que tinha autorizado pessoalmente a venda de submarinos “avançados” alemães ao Egito sem consultar o Ministério da Defesa.

Netanyahu, que partiu para os EUA para se encontrar com o presidente Donald Trump e intervir na convenção do lobby judeu AIPAC, deixou para trás um país que se pergunta se os submarinos sugerem um novo escândalo de corrupção.

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O premiê israelense apareceu de surpresa em 23 de março nos estúdios do Canal 12 de TV, após ter ligado ao canal solicitando uma entrevista. Segundo vários analistas, isso significa que Netanyahu se encontra em uma situação difícil nas vésperas das eleições de 9 de abril.

Na entrevista Netanyahu confirmou que tinha autorizado a venda de submarinos "avançados" alemães ao Egito sem consultas prévias com o Ministério da Defesa.

"As pessoas que deviam saber disso, souberam", disse ele aos jornalistas que o entrevistaram durante mais de 30 minutos. O premiê assinalou que não podia revelar por que autorizou a venda por isso ser segredo de Estado. "Os meus motivos são apenas motivos de segurança. O Estado de Israel tem segredos que só conhecem o primeiro-ministro e um grupo restrito de pessoas", ressaltou.

Além disso, ele disse que sua participação na companhia SeaDrift Coke, que forneceu material à empresa alemã ThyssenKrupp, que vendeu os submarinos ao Egito e Israel, terminou antes das vendas e por isso ele não beneficiou com isso.

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Netanyahu obteve lucros milionários com a compra e venda das suas ações da SeaDrift Coke, mas insistiu que os lucros se deveram ao seu olfato comercial e não à aquisição dos submarinos alemães pelo Egito e Israel.

Durante os últimos dias o assunto dos submarinos tem ocupado uma posição central na campanha eleitoral e os membros da oposição têm acusado Netanyahu de lucrar com sua venda, assinalando que pessoas próximas de Netanyahu, inclusive da sua família, também receberam a sua fatia de bolo.

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