Bolton seria responsável pelo colapso do cessar-fogo entre a Rússia e os EUA na Síria

© Sputnik / Alexey Vitvitsky / Abrir o banco de imagensJohn Bolton na OTAN.
John Bolton na OTAN. - Sputnik Brasil
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Autoridades do alto escalão do governo Trump disseram que as negociações dos EUA com a Rússia "decaíram amplamente" depois que o assessor de segurança nacional John Bolton anunciou que as tropas americanas permaneceriam indefinidamente no país do Oriente Médio até que "todas as forças iranianas" fossem retiradas, informou o Washington Post.

De acordo com o jornal, a decisão do presidente Trump na quinta-feira de começar a reconhecer as colinas sírias de Golã como parte de Israel, realmente começou a "ganhar tração real" apenas depois que Bolton chegou à Casa Branca em abril passado.

Negociadores russos, americanos e jordanianos conversaram em Amã em meados de 2017 com o objetivo de estabelecer zonas de desescalada nas províncias sírias de Daraa, Quneitra e As-Suwayda, discutindo a presença militar ilegal na Síria, bem como a participação da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e da milícia libanesa Hezbollah na guerra.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu durante a reunião no Kremlin. 21 de abril, 2016 - Sputnik Brasil
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Israel se opôs à criação das zonas de desescalamento, alegando que a medida permitiria que o Irã construísse uma presença perto das colinas de Golã e manifestando preocupação com o fato de que o acordo limitou as forças iranianas a operar a uma profundidade de apenas a 20 km da fronteira sírio-israelense. No final de 2018, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, ressaltou que a Rússia cumpriu todos os acordos relevantes na Síria para assegurar a segurança de Israel, com as forças iranianas sendo retiradas para mais de 100 km das fronteiras, conforme solicitado por Tel Aviv e Washington.

O presidente Trump nomeou John Bolton como seu conselheiro de segurança nacional em abril de 2018, substituindo o ex-general do Exército dos EUA H.R. McMaster no posto. Em setembro passado, Bolton disse a repórteres que os EUA continuariam a manter presença na Síria até que o Irã retire suas forças, "incluindo representantes e milícias iranianos", marcando uma mudança pública em relação à meta anterior de derrotar o Estado Islâmico (Daesh).

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