Netanyahu: Israel tem total 'liberdade de ação' no combate ao Irã na Síria

© REUTERS / Ronen ZvulunPrimeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante discurso em Tel Aviv, 16 de setembro de 2018
Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante discurso em Tel Aviv, 16 de setembro de 2018 - Sputnik Brasil
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Israel já realizou uma série de ataques aéreos em território sírio, danificando sua infraestrutura sob o pretexto de combater as forças iranianas na República Árabe. Damasco e Irã criticaram os ataques aéreos e iranianos negam presença militar na Síria.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou em discurso a intenção do país de combater o suposto entrincheiramento das forças iranianas na Síria, notando que Tel-Aviv não pretende "limitar a liberdade de ação" na República Árabe. O primeiro-ministro observou que tal liberdade de ação é possível devido ao apoio de Washington.

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Ele acrescentou que o combate à suposta presença militar iraniana na Síria será um dos tópicos para discussão com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em Jerusalém.

A declaração veio antes da planejada visita de Netanyahu aos Estados Unidos no final desta semana, com a situação na Síria estando no topo da agenda das próximas negociações com o presidente Donald Trump. No início do dia, o presidente dos EUA afirmou que um total de 400 soldados dos EUA permanecerão na Síria, 200 deles implantados em um local perto de Israel.

Israel realizou ataques aéreos em solo sírio em várias ocasiões, alegando ter atingido alvos militares iranianos. Um dos recentes ataques aéreos levou à destruição de vários edifícios no Aeroporto Internacional de Damasco.

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Damasco e Teerã criticaram os ataques aéreos, instando a comunidade internacional a tomar medidas para evitar mais ocorrências do tipo envolvendo israelenses. O Irã nega ter uma presença militar na República Árabe, alegando que disponibiliza apenas conselheiros de defesa enviados a pedido de Damasco para ajudar a combater grupos terroristas.

As relações entre Israel e Irã continuam tensas. Teerã nega o direito do Estado judeu de existir e tem repetidamente prometido destruí-lo.

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