Desdolarização a todo vapor: Moscou reduz investimentos em títulos do Tesouro dos EUA

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Em janeiro de 2019, a Rússia reduziu significativamente investimentos em títulos do Tesouro dos EUA, segundo dados do Departamento do Tesouro dos EUA. O analista russo Mikhail Belyaev explica o que está por trás da decisão do Banco Central russo.

De acordo com os últimos dados do departamento norte-americano, no primeiro mês de 2019, Moscou investiu 13,18 bilhões de dólares em títulos do Tesouro dos EUA, 36 milhões menos do que em dezembro de 2019.

Em 2018, a Rússia vendeu uns 85% dos títulos do Tesouro dos EUA que possuía e aumentou reservas de ouro a um nível recorde – para 14 bilhões de dólares. A lista dos 33 maiores detentores de dívida pública divulgada pelo Departamento do Tesouro dos EUA já não inclui a Rússia.

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Mikhail Belyaev, do Instituto de Pesquisas Estratégicas russo, comentou o assunto em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

Para ele, atualmente cada vez mais países apostam na desdolarização, devido aos desafios econômicos dos EUA (por exemplo, guerras comerciais). Além disso, a orientação geral do desenvolvimento econômico global está se movendo para a Ásia. 

"Todos esses fatores em conjunto apontam que é hora de se livrar dos títulos americanos e buscar outros ativos para investir", explicou Belyaev.

"Realizando uma política coerente de desdolarização, a Rússia está em consonância com as tendências dos países desenvolvidos. Por conseguinte, a Rússia realiza plano estratégico para se proteger de quaisquer problemas ligados a dólar e economia dos EUA", concluiu o analista.

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Os novos dados sobre os detentores estrangeiros de títulos estadunidenses refletem uma tendência importante: se observa uma queda no volume dos títulos do Tesouro dos EUA pertencentes a investidores estrangeiros.

O volume de investimentos do Japão em títulos da dívida pública dos EUA nunca foi tão baixo nos últimos sete anos. A Turquia, no quadro da pressão econômica de Washington, se livrou da maioria dos títulos do Tesouro dos EUA. A China, o maior país detentor de títulos norte-americanos, vendeu 13,8% dos títulos estadunidenses nos últimos cinco anos.

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