UE reafirma compromisso com a política de não reconhecimento do referendo na Crimeia

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Castelo do Ninho da Andorinha no topo de um penhasco costeiro na cidade de Gaspra da Crimeia. - Sputnik Brasil
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A União Europeia reafirmou o compromisso com a política de não reconhecimento dos resultados do referendo na Crimeia, no qual a península se uniu à Rússia, disse a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, em um comunicado no domingo, em meio ao quinto aniversário da reunificação.

"A União Europeia continua empenhada em implementar plenamente a sua política de não reconhecimento, inclusive através de medidas restritivas. A União Europeia apela novamente aos Estados-Membros da ONU para que considerem medidas de não reconhecimento semelhantes", afirmou Mogherini.

Ela acrescentou que a reunificação da Crimeia com a Rússia levou a consequências negativas para a estabilidade da região.

"As violações do direito internacional por parte da Rússia levaram a um aumento perigoso das tensões no Estreito de Kerch e no Mar de Azov. O uso injustificado da força pela Rússia contra a Ucrânia em 25 de novembro de 2018 é um lembrete dos efeitos negativos da anexação ilegal do território da península da Crimeia sobre a estabilidade regional", diz a declaração.

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A Crimeia voltou à Rússia em 2014, quando 97% dos que participaram do referendo disseram sim à reunificação, não reconhecida pela Ucrânia ou por Estados ocidentais, que posteriormente impuseram sanções econômicas e políticas a Moscou. A Rússia afirmou repetidamente que o referendo foi conduzido em conformidade com o direito internacional, mas observadores internacionais se recusaram a validar o resultado devido a discordância de Kiev em relação à condução do pleito.

O incidente no Estreito de Kerch entre a Rússia e a Ucrânia, quando três navios ucranianos foram detidos após cruzarem ilegalmente a fronteira russa em novembro de 2018, deteriorou ainda mais a relação entre Moscou e a União Europeia.

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