Nova plataforma desenvolvida pela Boeing poderia tornar caça F-35 obsoleto, diz mídia

© AP Photo / Rick BowmerCaça F-35 da Força Aérea dos Estados Unidos, foto de arquivo
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A revelação de um caça experimental da Boeing e da Real Força Aérea Australiana (RAAF), o projeto Loyal Wingman, roubou a cena no show aéreo de Avalon.

A aeronave, desenvolvida pelo programa 6014 Fase 1, é um veículo aéreo não tripulado designado para missões de combate em conjunto com caças velozes como o F-35 ou o F-18.

Ele é capaz de transportar armas, sensores e possivelmente meios de guerra eletrônica. O propósito do Loyal Wingman é atuar como uma extensão das plataformas tripuladas, como um multiplicador de força e potencialmente assumir as missões mais arriscadas no campo de batalha. Ele pode ser controlado a partir de uma aeronave tripulada ou estações terrestres.

Os detalhes de desempenho exatos são confidenciais, mas segundo a Boeing o Wingman pode "acompanhar a aeronave que lhe foi atribuído proteger", podendo igualar a velocidade do F-35, além de sua manobrabilidade, características e talvez o alcance, segundo o portal Australian Defence

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Ao veículo experimental foi alocado um investimento de aproximadamente US$ 40 milhões (R$ 153 milhões) para três veículos, o que é um valor incomum em se tratando de uma plataforma experimental, sendo o projeto de maior investimento da Boeing em um drone fora dos EUA.

O Wingman, contudo, levanta questões significativas sobre a plataforma que está designado a proteger, já que poder ser operado sem o acompanhamento de um F-35. Se esse novo veículo aéreo com cargas úteis "plug and play" foi desenhado para alcançar o desempenho e as capacidades de um caça F-35, além de poder ser operado sem qualquer aeronave na proximidade, para quê enviar um F-35 e um piloto ao campo de batalha? O Loyal Wingman tornou o F-35 obsoleto?

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Depois de todas as ocorrências em torno do F-35, o caça continua sendo o projeto militar mais caro do mundo, e a Austrália já recebeu seus dois primeiros F-35, além de outras 70 aeronaves, no valor aproximado de US$ 90 milhões (R$ 345 milhões) cada uma, que estão a caminho.

O novo projeto pode realizar seus primeiros voos de teste no próximo ano, antes mesmo de a Austrália receber os restantes F-35, correndo o risco de gastar uma grande quantia de dinheiro em uma aeronave que poderá ser substituída em breve.

Com relação às diferenças entre o F-35 e o Wingman, esse ponto provavelmente estaria relacionado às capacidades de bordo e ao melhor desempenho de voo.

Isso porque o veículo aéreo é exaltado por sua capacidade de transportar material bélico, graças às tecnologias que permitem uma rápida reconfiguração da carga útil para diferentes missões, coisa que o F-35 não consegue fazer.

Além disso, conforme as características do veículo não tripulado, não é ele que vai apoiar o F-35, mas sim o F-35 que vai complementar o Wingman, já que o veículo aéreo possui características superiores às do caça F-35.

Sendo assim, caso o Wingman cumpra com o que está sendo prometido, ele pode seriamente tornar o F-35 obsoleto ou muito perto disso.

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