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Guaidó continua perdendo 'guerra' com Maduro mesmo após vinda ao Brasil, diz especialista

© Foto / Antonio Cruz/Agência BrasilO presidente Jair Bolsonaro durante encontro com o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, no Palácio do Planalto.
O presidente Jair Bolsonaro durante encontro com o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, no Palácio do Planalto. - Sputnik Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta quinta-feira com o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó. Ele chegou ao Palácio do Planalto no início da tarde, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e passou pelo tapete vermelho estendido em uma das portarias laterais do edifício principal.

Apesar de o Brasil reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela, o encontro não é considerado uma visita de Estado e acontece no gabinete de Bolsonaro. Guaidó chegou ao Brasil na madrugada.

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Para o professor do Departamento de História da UERJ, Rafael Araújo, Guaidó vem ao Brasil porque saiu enfraquecido após não ter conseguido enviar ajuda humanitária através da fronteira do Brasil e da Colômbia.

"Ele saiu derrotado do último sábado. O Dia D para ele era entrada da ajuda humanitária e não aconteceu. Ela não entrou na Venezuela e ele perdeu essa queda de braço com o Nicolás Maduro", afirmou em entrevista à Sputnik Brasil.

Em declaração à imprensa após o encontro com Guaidó, Bolsonaro afirmou que o Brasil vai atuar, dentro da legalidade, para restabelecer a democracia no país vizinho.

A sinalização, segundo Rafael Araújo, prova que o recuo do Brasil em relação a possibilidade de uma intervenção militar no país vizinho foi significativa e influenciou a posição de outros países.

"A postura do Brasil é que, por mais que reconheça a proclamação do Guaidó, por mais que o Brasil tenha dado apoio a Guaidó, nesse momento prefere tentar pelo menos esfriar e acalmar um pouco os ânimos e inclusive baixando o tom dos EUA", declarou.

Para Rafael Araújo, até os Estados Unidos passaram a defender uma posição valorizando a soberania da Venezuela.

"Os Estados Unidos e inclusive a Rússia, claro que ambos estão defendendo posições distintas, mas os dois estão colocando o diálogo e a soberania como uma saída para que a Venezuela comece a sair desse estado de profunda crise política que ela se encontra nesse momento", disse.

Para Rafael Araújo, a vinda de Guaidó não trouxe resultados efetivos, embora tenha sido importante do ponto de vista simbólico.

"Eu digo que foi simbólico o Bolsonaro recebê-lo, mas não teve ganho neste momento. Foi uma tentativa na verdade muito mais simbólica de mostrar que o Brasil ainda é um aliado e é um aliado importante, mas ele não teve ganhos nesse momento, ele continua perdendo a 'guerra' contra Nicolás Maduro. Até o dia de hoje, Guaidó está perdendo a 'guerra' com Maduro", analisou.

Além de Bolsonaro, Guaidó se encontrou com diplomatas estrangeiros no Brasil, políticos brasileiros e nesta sexta-feira (1º) vai se encontrar com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, em Assunção.

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