EUA sancionam 6 militares venezuelanos por bloquearem ajuda humanitária

© REUTERS / Manaure QuinteroApoiadores do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, seguram bandeira enquanto participam de protesto contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela, 30 de janeiro de 2019
Apoiadores do autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, seguram bandeira enquanto participam de protesto contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela, 30 de janeiro de 2019 - Sputnik Brasil
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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira (1) sobre o alargamento das sanções em relação à Venezuela.

Segundo os dados da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA, na lista de sanções foram incluídos mais seis cidadãos do país latino-americano, considerados como estando envolvidos em violações dos "direitos humanos" e outros abusos, dos quais Washington tradicionalmente acusa o governo de Nicolás Maduro.

"Estamos sancionando membros das forças de segurança de Maduro em resposta à violência repreensível, mortes trágicas e à incompreensível queima de comida e medicamentos destinados aos venezuelanos doentes e famintos", ressaltou o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, após o bloqueio da ajuda humanitário à Venezuela.

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Os EUA "continuarão atingindo os apoiantes de Maduro que prolongam o sofrimento das vítimas desta crise humanitária provocada pelo homem", segundo Mnuchin.

Entre os militares sancionados estão o comandante da Guarda Nacional Bolivariana, Richard Lopez Vargas, o comandante do destacamento destinado a reforçar a segurança na fronteira com o Brasil, Jesus Maria Mantilla Oliveros, e o comandante da Polícia Nacional Bolivariana no estado de Táchira, Cristian Morales Zambrano, segundo o comunicado.

Anteriormente, o enviado dos EUA para a Venezuela, Elliott Abrams, declarou planos para o alargamento das sanções nas próximas duas semanas.

A situação na Venezuela, que se agravou desde 23 de janeiro com autoproclamação do líder da oposição Juan Guaidó como o presidente interino do país, foi marcada por violentos confrontos em 23 de fevereiro, devido às tentativas da oposição de entregar a ajuda humanitária, organizada pelos EUA e rechaçada categoricamente pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que acredita que a ajuda humanitária é utilizada como pretexto para iniciar uma agressão contra seu país.

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