EUA não querem uso da força na Venezuela, mas todas as opções seguem na mesa, diz oficial

© AP Photo / Manuel Balce CenetaElliott Abrams, enviado do governo dos Estados Unidos para a Venezuela
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Os Estados Unidos não estão planejando uma intervenção militar na Venezuela, mas todas as opções permanecem na mesa, declarou Elliott Abrams, representante especial dos EUA, durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira em que falou sobre múltiplos temas.

"Não estamos tentando fazer isso, os Estados Unidos estão buscando uma política de pressão econômica, financeira, política e diplomática sobre o regime de fato na Venezuela em apoio a Juan Guaidó […] continuamos a dizer, e sempre faremos, que todas as opções estão na mesa", disse Abrams.

Abrams acrescentou que os Estados Unidos estão em conversas com parceiros internacionais sobre como colocar mais pressão sobre o governo de Maduro.

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Em outra frente, os Estados Unidos estão constantemente em conversações com a Rússia sobre uma variedade de questões, incluindo a Venezuela, de acordo com Abrams.

"Sim, há conversas, obviamente entre os Estados Unidos e a Rússia, sobre uma variedade de questões, incluindo essa", resumiu, quando perguntado se as autoridades russas estão envolvidas em qualquer interação direta e significativa com os Estados Unidos.

Outro ponto revelado pelo representante estadunidense é que há discussões sobre uma proposta para conceder status de proteção temporária aos venezuelanos que fogem do país em meio à crise política.

"Quando estou na Casa Branca nas últimas semanas, essa é uma pergunta que é frequentemente levantada e é algo obviamente que a administração tem que falar internamente", comentou Abrams. "Não houve decisão".

Na última quinta-feira, o embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, disse a repórteres que os Estados Unidos estão armando desertores venezuelanos para formar um chamado exército de libertação para invadir o país.

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Crise sem fim

As tensões na Venezuela aumentaram no mês passado, quando o líder da oposição Juan Guaidó, apoiado pelos EUA, declarou-se presidente interino. Os Estados Unidos reconheceram imediatamente Guaidó, apreenderam bilhões de dólares em ativos de petróleo do país caribenho e ameaçaram usar uma ação militar contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Maduro acusou Guaidó de conspirar com os Estados Unidos para derrubar o governo legítimo do país, inclusive organizando a entrega de ajuda humanitária como parte de um plano para justificar a intervenção militar dos EUA.

Rússia, China, Cuba, Bolívia e vários outros países reafirmaram seu apoio a Maduro como o único presidente legítimo da Venezuela. As Nações Unidas também ainda reconhecem o governo de Maduro.

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