Palestina pode renunciar à autonomia se negociações com Israel falharem, diz conselheiro

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A Palestina está examinando a possibilidade de renunciar à sua autonomia para ficar sob o controle de Israel, caso as negociações sobre o conflito do Oriente Médio cheguem a um beco sem saída, disse à Sputnik o conselheiro do líder palestino Nabil Shaath.

"Será uma decisão final, se não houver progresso a este respeito, tomaremos essa decisão", disse Shaath.

Ele acrescentou que os palestinos não se recusam a negociar, mas insistem que as conversações devem ter um formato multilateral, particularmente com a participação da Rússia.

Shaath enfatizou que a Rússia é um personagem importante e um parceiro com o qual a Palestina sempre manteve boas relações.

No dia anterior, o ministro palestino de Relações Exteriores, Riad Malki, disse à Sputnik que a Palestina está disposta a realizar negociações diretas com Israel, que serão organizadas por outro país.

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Malki sublinhou que as cidades russas de Moscou ou Sochi poderiam ser uma boa plataforma para tais consultas.

Em 12 de fevereiro, o assessor do presidente palestino informou que a Palestina trabalha com vários parceiros estrangeiros, incluindo a Rússia, em torno de um novo formato multilateral de diálogos com Israel.

Ele comentou que é "um formato internacional baseado no direito internacional e no consenso internacional em relação à Palestina, em vez de uma participação de uma nação como os EUA que controla o processo de paz no Oriente Médio".

Os palestinos recusaram a mediação exclusiva dos EUA nos diálogos com Israel após a iniciativa do presidente Donald Trump de declarar Jerusalém a capital de Israel.

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