Editora-chefe da Sputnik critica classificação do Google a notícias da agência e da RT

© Sputnik / Yevgeny Biyatov / Abrir o banco de imagensRedatora-chefe do RT, Margarita Simonyan, durante a reunião sobre o bloqueio dos anúncios do RT e Sputnik
Redatora-chefe do RT, Margarita Simonyan, durante a reunião sobre o bloqueio dos anúncios do RT e Sputnik - Sputnik Brasil
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A decisão do Google de rotular as notícias da RT e Sputnik em seus resultados de pesquisa como "financiadas pelo governo" mostra ligação entre o gigante da tecnologia e a CIA, afirmou a editora-chefe das duas empresas, Margarita Simonyan.

"Nós não acreditamos que o Google estava trabalhando para a CIA, mas está", disse Simonyan, citada pelo canal RT.

O logo de Google - Sputnik Brasil
Google News esconderá notícias do RT e Sputnik
Na sexta-feira, durante uma audiência no Senado dos Estados Unidos, a empresa disse que já estava classificando notícias da RT e Sputnik como "financiadas por governo estrangeiro" na tentativa de melhorar a transparência.

Twitter, Google e Facebook enfrentaram pressão dos legisladores dos EUA para serem mais transparentes sobre propagandas, conteúdo e usuários em suas plataformas. O movimento acontece em meio a uma grande investigação conduzida pela comunidade de inteligência dos EUA, que acusa a Rússia de usar redes sociais para influenciar o resultado das eleições presidenciais de 2016.

Em novembro, as empresas deram testemunhos aos membros do Congresso dos EUA como parte da investigação em curso sobre a alegada intromissão da Rússia.

Estúdio do canal russo RT - Sputnik Brasil
EUA exigem registro do RT como agente estrangeiro até 13 de novembro
Moscou negou repetidamente a interferência em assuntos domésticos de países estrangeiros, observando que tais movimentos eram contra os princípios da política externa da Rússia e classificando as acusações como "infundadas". 

Mesmo assim, o canal russo RT foi obrigado a se registrar como "agente estrangeiro" nos EUA sob a Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (FARA), a pedido do Departamento de Justiça. Outros meios de comunicação estatais estrangeiros nos Estados Unidos, como a BBC do Reino Unido, a CCTV da China, a alemã Deutsche Welle não foram solicitados a fazer o mesmo.

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