Qual é o desafio 'mais urgente' que ameaça o mundo?

CC BY 2.0 / _Gaspard_ / BombUma explosão nuclear (imagem artística)
Uma explosão nuclear (imagem artística) - Sputnik Brasil
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Ex-secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger nomeia o problema mais perigoso atualmente enfrentando pela comunidade internacional.

A crise coreana — é o desafio "mais urgente" para a estabilidade e segurança internacionais, opina o ex-secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger.

O político avisou que o reconhecimento da Coreia do Norte, na qualidade de potência nuclear, resultará em destruição do regime de não proliferação de armas nucleares. Nesse caso, ele opina que a Coreia do Sul e o Japão também terão o desejo de criar suas próprias armas químicas.

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Em seu ponto de vista, o reconhecimento oficial de que a Coreia do Norte tenha direito de possuir armas químicas, diminuirá as capacidades dos EUA de conter outros países de desenvolverem esse tipo de arma.

Nessa conexão, ele destacou que a tarefa fundamental da comunidade internacional deve ser a desnuclearização da península da Coreia.

Ao mesmo tempo, ele advertiu EUA de tomarem ações unilaterais quanto à Coreia do Norte.

"A tentação de resolvê-la [a crise coreana], usando um ataque preventivo, é alta. No entanto, eu não aconselharia as autoridades norte-americanas a iniciar, perto das fronteiras da Rússia e da China, uma guerra unilateral que não será apoiada pela maioria dos países do mundo", destacou o ex-secretário, citado pela revista Defense News.

Ele acredita que seja melhor se EUA obtiverem apoio da China para exercer pressão sobre a Coreia do Norte. Isso pode fazer as autoridades norte-coreanas a parar o desenvolvimento do seu programa nuclear.

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Ademais, ele sublinhou que uma iniciativa conjunta sino-russa para regular a situação na península Coreana pode por fim às alianças militares.

Mais cedo, Rússia e China concordaram em promover ativamente uma iniciativa conjunta para regular a situação na península Coreana. Rússia e China propuseram à Coreia do Norte a declaração de uma moratória aos testes nucleares e de mísseis, propondo aos EUA e à Coreia do Sul que não realizem exercícios militares.

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