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'Voto do relator não foi jurídico, foi político', diz presidente da UNE

© REUTERS / Adriano MachadoEx-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foto de arquivo
Ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foto de arquivo - Sputnik Brasil
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A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) Marianna Dias criticou a decisão do desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do caso, que decidiu pela manutenção da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro e o condenou a 12 anos e um mês de prisão em regime fechado.

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Segundo a líder estudantil, a sentença de Gebran foi política e não jurídica.

"A gente esperava um pouco que a reação da Justiça decidisse pela condenação e que pudesse se basear em elementos políticos e não em provas. A gente viu um voto de um relator que fala sobre o processo da Lava Jato e deixa explícito que não precisa apresentar provas para condená-lo", afirmou.

Marianna Dias alegou que a Justiça está do lado oposto ao do ex-presidente.

"[O voto de Gebran] deixa um caráter muito forte de um julgamento político, de uma Justiça que resolveu tomar lado na briga. O lado contrário ao do ex-presidente Lula e condena-lo acima da lei, da Constituição", completou.

A presidente da UNE defendeu que as frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e outros movimentos sociais marchem na tarde desta quarta-feira, pela avenida Paulista, apesar de do veto da Secretaria de Segurança de São Paulo.

"Nós tomamos a decisão de iniciar o nosso ato na Praça da República, mas seguir em marcha até a Avenida Paulista porque a Justiça não tem o direito de determinar onde as pessoas podem se manifestar".

A concentração para a manifestação em defesa do ex-presidente Lula está marcada para começar às 17 horas, na Praça da República, no centro de São Paulo. 

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