Este barco espião levou Washington e Pyongyang à beira de guerra nuclear

© AFP 2022 / Ian TimberlakeNavio USS Pueblo no porto de Pyongyang (foto de arquivo)
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Em 23 de janeiro de 1968, há exatamente meio século, a Coreia do Norte atacou e se apoderou do USS Pueblo, um navio espião norte-americano pouco armado que operava em águas internacionais ao largo da costa norte-coreana.

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Enviado para a recolha de informação sobre o exército da nação asiática, o navio não impressionava por seu tamanho, mas contava com equipamentos de criptografia e documentos sensíveis de inteligência, informa The National Interest.

À beira de uma guerra nuclear

Durante o ano de 1968, o então presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson, enfrentou apelos inflamados para que o país tomasse medidas drásticas contra a Coreia do Norte.

Foram apresentados vários planos, incluindo um relacionado com ataques nucleares. Em certo momento, os Estados Unidos levaram a situação à beira da guerra nuclear ao enviar seu porta-aviões nuclear USS Enterprise para às águas adjacentes da Coreia, enquanto ameaçava usar armas nucleares, a menos que Pyongyang enviasse o barco espião de volta.

No entanto, Johnson acabou por optar pela moderação, apostando nos esforços diplomáticos e nas conversações com Pyongyang.

Longo e conflituoso relacionamento entre os dois países

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O 50º aniversário da captura do navio nos lembra que as relações entre Washington e Pyongyang já eram tensas, muito antes de Donald Trump e Kim Jong-un começarem a trocar insultos. Embora os dois países mantenham posições opostas já há mais de meio século, alguns períodos foram piores do que outros.

Assim, 1968 foi um ano particularmente ruim. Na época, as duas partes trocaram demandas fortes. Imediatamente após a captura do navio, a Marinha dos EUA insistiu que a Coreia do Norte devolvesse a tripulação, além de exigir uma indenização de acordo com o direito internacional.

EUA pedem desculpas

A Coreia do Norte estabeleceu que o USS Pueblo tinha estado operando em águas territoriais norte-coreanas, e não internacionais, exigindo as respectivas desculpas dos EUA. Finalmente, em dezembro de 1968, Washington pediu desculpas, coroando um ano de profunda vergonha diplomática.

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Enquanto isso, a tripulação presa não recebeu um bom tratamento, era deixada a morrer de fome, enquanto era interrogada, espancada e torturada psicologicamente por seus captores. Uma vez que os homens foram libertados, os Estados Unidos retiraram as admissões, desculpas e garantias que tinham feito a Pyongyang.

De barco espião a peça de museu

No entanto, o dano já tinha sido provocado. A Coreia do Norte havia humilhado os Estados Unidos e tinha conseguido uma vitória propagandística.

Hoje aquele "saque" da Guerra Fria está localizado no rio Potong e faz parte de um museu da Guerra da Coreia.

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