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Por causa social, brasileiro preso em Caracas quis ser detido pelo governo Maduro (VÍDEO)

© Foto / Reprodução / FacebookBrasileiro Jonatan Moisés Diniz, preso na Venezuela
Brasileiro Jonatan Moisés Diniz, preso na Venezuela - Sputnik Brasil
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Preso por 10 dias na Venezuela, o brasileiro Jonatan Moisés Diniz, de 31 anos, admitiu que planejou a sua prisão pelo governo do presidente Nicolás Maduro. Segundo ele, a ideia era gerar repercussão e chamar a atenção para a sua ONG humanitária.

Em um vídeo gravado nos Estados Unidos, para onde foi após ser expulso por Caracas, Diniz afirmou que enfrentou “pessoas poderosas” enquanto detido, porém lamentou que a repercussão na imprensa tenha se dado mais pelos supostos maus-tratos do que pela sua causa.

"Se eu fui para lá e fui, é porque incitei ser preso. Eu planejei ir para a Venezuela, chamar atenção e ser preso. Admito. Com o dinheiro que eu tenho, não daria para salvar nem 100 crianças. Num ato sem medo, fui, falei e enfrentei de cara pessoas poderosas, ligadas ao presidente e às Forças Armadas. Fui para a cadeia justamente porque eu queria ir para a cadeia para acontecer a repercussão, para mostrar que tem criança morrendo de fome. Indo para a cadeia, aconteceu exatamente o meu plano", reconheceu.

O brasileiro garantiu ter sido forçado a ficar nu em frente aos outros presos e não ter recebido comida durante vários dias. Contudo, Diniz não explicou o que fez exatamente para provocar a sua prisão, que aconteceu quando ele estava com amigos em uma praia, segundo o próprio relato.

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Diniz reforçou que o foco da sua atividade em solo venezuelano era divulgar o drama das crianças no país e obter ajuda para a sua ONG, a Time to Change the Earth (Hora de Mudar a Terra, em tradução livre). E se mostrou disposto a novas ações do gênero, caso obtenha apoio.

"Foram onze dias de apreensão, de orações. Só que a minha vida não é nada. Se eu puder, com tudo isso que eu fiz, salvar uma criança, já valeu tudo a pena. Se eu tiver que arriscar minha vida mais 100 vezes, vou arriscar […]. Se algum governo, se alguma polícia quiser me prender por isso, pode me prender. Estou aqui à disposição. Se é para fazer o bem, eu topo arriscar a minha vida", comentou.

No fim do ano passado, a Venezuela informou ter prendido o brasileiro por envolvimento com organizações criminosas, voltadas para ações contra o governo Maduro. À época, o dirigente governista Diosdado Cabello chegou a sugerir que Diniz teria vínculos com a CIA, o serviço de inteligência dos Estados Unidos.

MBL retira apoio

O Movimento Brasil Livre (MBL) retirou o apoio dado ao brasileiro preso na Venezuela. Em comunicado publicado nas redes sociais, o grupo acusou Diniz de ter enganado parentes e de ter envolvido o governo brasileiro para a sua libertação, "usando táticas desonestas".

Anteriormente, o MBL cobrou o Brasil e a imprensa por não tomarem uma atitude a respeito do cárcere do brasileiro em Caracas.

"O Movimento Brasil Livre — MBL — vem por meio desta pedir desculpas para seus seguidores por tê-los envolvido na campanha para libertar um charlatão desonesto que envergonha o país. E lamenta, também, pelo incansável trabalho de seus ativistas que batalharam durante o Natal e o ano novo divulgando a arbitrariedade cometida pela ditadura de Maduro", disse o grupo.

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