Será a Crimeia reconhecida como parte da Rússia pelo Ocidente?

© AFP 2022 / Max VetrovPessoas balançam bandeiras russas durante celebração do 3º aniversário da Crimeia como parte do território russo, Sevastopol (foto de arquivo)
Pessoas balançam bandeiras russas durante celebração do 3º aniversário da Crimeia como parte do território russo, Sevastopol (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Os círculos moderados no Ocidente estão discutindo a possibilidade da retirada das sanções da agenda política e reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia, declarou o vice-presidente do governo da Crimeia e representante permanente da república do presidente russo, Georgy Muradov.

Na entrevista à Sputnik ele disse: "Os círculos mais modernos já estão discutindo o cenário da remoção do tema da Crimeia na agenda política e o reconhecimento da Crimeia como território russo, se Kiev concordar com isso algum dia. Acho que também temos que pensar nisso".

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De acordo com ele, o principal é não perder tempo e não permitir a alienação da consciência da população ucraniana, e fazer com que os ucranianos percebam que a Crimeia e Donbass abrem caminho para a restauração da unidade dos dois países que dão perspectivas ao desenvolvimento comum.

Muradov sublinhou que não é necessário nenhum reconhecimento "internacional" especial da Crimeia, que não é um Estado independente.

"Trata-se de outra coisa: será que os nossos rivais estão prontos para tomar as medidas ativas contra a soberania e integridade territorial da Rússia, da qual Crimeia se tornou parte? É óbvio que ninguém levanta a questão de tal modo, com talvez, a exceção de nacionalistas de Kiev. Em minha opinião, o tema da Crimeia é considerado de outro ângulo por nossos oponentes", notou o vice-presidente.

Segundo ele, julgando pelos documentos e declarações dos políticos ocidentais, impõem à Rússia o chamado jogo pelo "cenário do Báltico" quando as gerações mais novas copiam a experiência anterior, somadas às sanções econômicas e a pressão político-militar.

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"Acho que este é um cenário de luta consistente contra nosso país com métodos não militares, de acordo com o esquema do colapso da União Soviética", frisou Muradov.

Ele assinalou que os adversários da Rússia têm medo do seu escudo nuclear e potência militar, bem como a consciência da ameaça pelo povo russo, sua vontade e prontidão de defender o seu futuro e civilização multinacional criada durante séculos.

"Por isso, o Ocidente está cada vez mais a par que a agressão contra nosso Estado o levará a um conflito global e ao suicídio", concluiu Muradov.

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