Recuperando a grandeza dos EUA: como Trump cumpre (ou não) suas promessas

© REUTERS / Jonathan ErnstDonald Trump e Melania Trump durante férias natalinas de 2017
Donald Trump e Melania Trump durante férias natalinas de 2017 - Sputnik Brasil
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Um dos temas mais amplamente discutidos em 2017 na mídia é a presidência de Donald Trump e as mudanças que ele trouxe tanto à política interna dos EUA, quanto ao palco internacional.

Com declarações fortes e promessas ambiciosas, Donald Trump alcançou à vitória nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016. A vitória deste magnata arrojado abalou não apenas os cidadãos dos EUA, mas também o mundo inteiro.

A Sputnik Brasil lembra as principais promessas feitas por Trump durante sua campanha eleitoral para entender se se pode acreditar nas palavras do 45º presidente norte americano.

'Êxitos' no exterior

A luta contra o terrorismo internacional foi nomeada entre os objetivos principais de Trump durante a campanha. Para este fim ele declarou estar até preparado para uma colaboração mais estreita com a Rússia, algo que não foi feito.

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Há pouco tempo, os líderes mundiais anunciaram a vitória sobre o Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia) na Síria. Washington declara que o êxito da campanha militar na Síria pertence aos norte-americanos, enquanto tudo se complica por falta de unanimidade sobre o futuro do país árabe.

O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel entra na lista das decisões mais atrevidas do presidente norte-americano. O dia 7 de dezembro será lembrado como o ponto de virada nas relações entre os EUA, Israel e o mundo muçulmano. Donald Trump explicou sua decisão por o processo de paz entre Israel e Palestina não ter sido alcançado durante "duas décadas de decisões adiadas" e que "está na hora de declarar Jerusalém a capital de Israel".

Vale lembrar que a decisão de transferência da embaixada em Israel para Jerusalém foi aprovada pelo Congresso dos EUA ainda em 1995, mas cada presidente norte-americano vetava essa decisão para não estragar as relações com os aliados árabes. Trump declarou que cumpriu a promessa dada pelos outros presidentes, mas que estes nunca a tornaram realidade.

Agitando o mundo

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Uma das promessas que Trump fez durante sua campanha eleitoral quanto à política internacional era a diminuição da presença dos EUA no exterior e minimizar seus compromissos em política externa para o país poder se focar nos problemas internos. A realidade mostra que tudo foi feito ao contrário: a presença dos EUA vem crescendo em quase todas as partes do mundo, começando com o Oriente Médio e acabando na Ásia. Tudo isso contradiz as declarações de Trump como candidato. O mais significante neste assunto é o aumento da presença norte-americana no Afeganistão (de 8 para cerca de 14 mil militares), no leste europeu e na Ásia Oriental.

No que diz respeito à região asiática, o ano de 2017 foi marcado pelas trocas de ameaças e demonstração de força entre Kim Jong-un e Donald Trump. Não foi atingido nenhum progresso, além do negativo, nas relações entre os dois países. Enquanto Pyongyang continua avançando no desenvolvimento de armas que podem atingir os EUA, os norte-americanos realizam cada vez mais manobras conjuntas com seus aliados na região e apresentam sanções cada vez mais rigorosas, negando a possibilidade de resolver o conflito à mesa das negociações.

Outra promessa falhada, pelo menos por enquanto, são as relações com Moscou. Em várias ocasiões o candidato republicano declarou que ia encontrar um jeito para se dar melhor com a Rússia e que não a estava considerando como inimiga. No entanto, foram apenas palavras, o que faz o Kremlin entender que com estes Estados Unidos não se pode contar.

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A imagem da Rússia virou tão provocante e agressiva (lembramos aqui a histeria sobre o alegado fato de Moscou ter levado Trump ao poder) que parece que Trump nem pode tocar nesse assunto. Mas, como se trata de apenas um ano na presidência, a Rússia não perde a esperança que tudo possa mudar. Não obstante, analistas políticos observam que as relações russo-americanas estão em um ponto ainda pior do que na época de Obama.

Acordos abandonados

Dias depois da tomada de posse, Donald Trump anunciou a saída dos EUA da TPP, a Parceria Transpasífica, que foi chamada de "catástrofe potencial" para o país. Em vez da parceira de livre comércio, Trump propôs negócios bilaterais que devolverão os postos de trabalho e indústria de volta para o país. Mais um acordo comercial que os EUA podem abandonar é o NAFTA, cujas condições devem ser reconsideradas, segundo Trump. O presidente dos EUA em várias ocasiões mencionou a possibilidade de sair do tratado.

O segundo passo foi a saída do Acordo de Paris, algo que provocou muitas críticas por parte dos ambientalistas. Em junho de 2017, Trump anunciou a saída dos EUA do Acordo. Conforme Trump, este tratado distribui as riquezas americanas a favor de outros países e o cumprimento deste acordo pode custar 2,5 milhões de postos de trabalho a Washington.

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No entanto, o mais escandaloso foi a declaração de Trump sobre a possibilidade de sair do acordo nuclear com o Irã. A nova abordagem do tema iraniano foi anunciada em meados de outubro. Dirigindo-se aos cidadãos, Trump se recusou a confirmar que Teerã segue cumprindo os artigos do acordo e adicionou que todas as "falhas graves" do tratado serão reconsideradas. Não obstante, as partes do acordo declararam que o Irã está cumprindo rigorosamente seus compromissos e que as sanções impostas a este país têm que ser levantadas.

Cuidando dos cidadãos

Um dos pontos da campanha eleitoral de Trump na política interna foram as reformas na área dos impostos. O novo plano fiscal é considerado o maior sucesso do presidente republicano e sua equipe, uma promessa que ele conseguirá cumprir. O plano é o maior dos últimos 30 anos e prevê mudar radicalmente o sistema fiscal. Por mais que seja criticado pelos analistas, o plano, segundo Trump, promete um "milagre econômico para o país".

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Outra aspiração nos planos internos de Trump era a suspensão da maioria dos decretos assinados pelo governo de Obama, neste campo o atual presidente também estava bem decidido. Começando com o cancelamento do assim chamado Obamacare e de várias reformas ligadas aos assuntos climáticos, Trump está se movendo na direção de cumprir mais uma promessa dada aos eleitores.

No que diz respeito à política migratória dos EUA, aqui Trump foi bastante firme. Apesar das críticas de descriminação e protestos, foi emitido o decreto que proíbe a entrada nos EUA dos cidadãos de 11 países, em sua maioria muçulmanos e africanos. Outro projeto famoso de Trump quanto ao assunto dos migrantes era o muro na fronteira com o México, no entanto, os alvoroços em torno do tema pararam por enquanto.

O líder americano explica todas essas medidas com o desejo de garantir postos de trabalho para os cidadãos dos EUA e a segurança do povo norte-americano. Os casos de atentados terroristas cometidos por imigrantes contribuem para que as medidas de Trump ganhem popularidade.

Enfrentar as consequências

Entrando no ano de 2018 com poucos êxitos alcançados e criticado por muitos analistas, Trump não perde a confiança em si e nas suas ideias. Nos últimos dias de 2017, ele explicou porque irá ganhar as eleições de 2020.

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Trump deseja feliz ano novo a amigos e inimigos
Primeiro, o presidente norte-americano está seguro de que sem ele a mídia dos EUA pode perder todos os rankings, porque sua personalidade é a única coisa que não deixa a mídia dos EUA ter um fiasco. O presidente e futuro possível candidato afirma que, no fim do seu mandato, a mídia o levará à vitória repetindo "por favor, não percam Donald Trump".

Vale lembrar que uma vitória estrondosa já foi profetizada a Trump pelo ex-conselheiro do presidente dos EUA, Steve Bannon, que tem certeza que o presidente republicano poderia ganhar 400 votos no colégio eleitoral estadunidense.

No final das contas, a vitória ou fracasso nas próximas eleições dependerão dos próximos três anos no poder, em que Trump terá que enfrentar as consequências das decisões tomadas no início da sua presidência, tanto nos próprios EUA quanto no exterior, onde sua atividade provocou mais inquietações em vez de trazer a paz.

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