Coalizão liderada pelos EUA reconhece ter matado 800 civis no Iraque e na Síria

© AP Photo / Rwa FaisalIraque, militares iraquianos observam ataque aéreo da coalizão liderada pelos EUA às posições do Daesh em Fallujah
Iraque, militares iraquianos observam ataque aéreo da coalizão liderada pelos EUA às posições do Daesh em Fallujah - Sputnik Brasil
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Pelo menos 800 civis foram mortos por ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos no Iraque e na Síria desde 2014, afirma um relatório da coalizão. O documento acrescenta que o grupo se responsabiliza por "ferimentos involuntários ou morte de civis".

"Até a presente data, com base nas informações disponíveis, [a coalizão] avalia que pelo menos 801 civis foram mortos involuntariamente por ataques da coalizão desde o início da Operação Inherente Resolve [em 2014]," disse a Força Tarefa Operacional Combinada Inherente Resolve (CJTF-OIR) em uma declaração nesta quinta-feira.

A coalizão disse que, apesar dos "êxitos significativos" contra o Daesh, "o combate tomou um impacto nas populações que sofrem sob os extremistas militantes".

"Continuamos a responsabilizar-nos por ações que possam ter causado ferimentos involuntários ou morte a civis", diz o relatório.

De acordo com o documento, as forças lideradas pelos EUA no Iraque e na Síria realizaram "um total de 28.198 ataques que incluíram 56.976 operações separadas entre agosto de 2014 e outubro de 2017 [...]. Durante este período, o número total de relatos de possíveis vítimas civis foi de 1.790", aciona.

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Em junho, a Anistia Internacional divulgou um relatório, criticando a ação da coalizão dos EUA em Mosul, no Iraque.

"A qualquer custo: a catástrofe civil no oeste de Mosul, no Iraque", diz o documento ao afirmar que, além dos ataques do Daesh, os civis sofrem de "implacáveis ataques ilegais das forças do governo iraquiano e dos membros da coalizão liderada pelos EUA", e que pelo menos 5.805 civis foram mortos pelos ataques dos EUA e do Iraque.

Em setembro, a Human Rights Watch (HRW), que também monitora as ações da coalizão dos EUA, disse que os ataques que mataram civis na Síria "infligiram o medo e empurraram muitos para a rota de fuga".

"Embora os militantes do Daesh também estivessem nesses locais, o alto número de mortos civis suscita preocupações de que militares as forças da coalizão liderada pelos EUA não tomaram as precauções necessárias para evitar e minimizar as baixas civis, um requisito de acordo com o direito internacional humanitário", disse HRW.

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