Trump compartilha vídeos de ataques contra muçulmanos e causa revolta no Twitter (FOTOS)

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Presidente Trump discursa perante a Assembleia Geral da ONU (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a fazer parte nesta quarta-feira de uma guerra anti-muçulmana, compartilhando três tweets originalmente postados pela vice-líder do grupo de extrema direita Grã-Bretanha Primeiro, Jayda Fransen.

Os três tweets incluem vídeos de violência contra muçulmanos, incluindo um no qual um adolescente é jogado de um telhado e espancado até a morte. Trump compartilhou os vídeos mortais rapidamente, alcançando os seus 45 milhões de seguidores ao longo da manhã.

Os usuários do Twitter foram rápidos em responder ao presidente dos EUA, rotulando os retweets como "nova decepção". Outro usuário do Twitter recomendou que ele procure ajuda para seus "problemas de saúde mental".

Pouco depois da série de tweets violentos, Trump estava atacando o "bandido da notícia falsa", referindo-se à rede de TV estadunidense CNN.

No início deste mês, a líder do movimento de extrema direita britânica Jayda Fransen esteve em um tribunal por conta de uma tirada abusiva lançada contra uma mulher muçulmana que usava um hijab em janeiro. O tribunal ouviu falar que o sul da Londres, Sumayyah Sharpe, estava fazendo compras com seus quatro filhos quando ela foi confrontada por Fransen, que estava brandindo uma cruz branca.

Em outubro, Fransen foi presa por violar seus termos de fiança quando ela viajou pela Europa para espalhar a palavra da extrema direita. Durante o passeio, Fransen apareceu em um programa de rádio neonazista, imediatamente após um segmento sobre o livro Minha Luta, escrito no cárcere por Adolf Hitler.

Fransen, cujo grupo lidera campanhas de "patriotas cristãos" contra o multiculturalismo e a "islamização" do Reino Unido, elogiou a atividade de Trump no Twitter. "Deus te abençoe Trump! Deus abençoe a América!", postou ela logo após o compartilhamento feito pelo presidente dos EUA.

Os polêmicos tweets inflamatórios atraíram a fúria de muitos seguidores contrários a Trump e seu possível endosso às mensagens de ódio contra muçulmanos, que poderiam ser uma forma de demonstrar apoio à sua iniciativa de colocar limites de viagem para os EUA de cidadãos de certos países, além de evitar a entrada de refugiados que não possuem vistos ou documentos de viagem válidos.

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