Israel promete que líder do Hezbollah será 'alvo de assassinato' em 'próxima guerra'

© AFP 2022 / ABBAS MOMANIGuarda das fronteiras de Israel, foto de arquivo
Guarda das fronteiras de Israel, foto de arquivo - Sputnik Brasil
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O porta-voz das Forças de Defesa de Israel reconheceu que seu país já está envolvido numa "guerra psicológica e mediática" contra o grupo libanês Hezbollah e que seu líder "será alvo de assassinato" em qualquer guerra que haja entre eles.

Ronen Manelis, general de brigada israelense, participou de um painel de discussão em uma conferência para jornalistas israelenses na cidade de Eilat, no sul do país, na segunda-feira (28), onde ele abordou o assunto da guerra midiática e os métodos para influenciar um inimigo tanto na mídia mainstream como em redes sociais.

Manelis reiterou que as Forças de Defesa de Israel já estão sendo envolvidas em "guerra psicológica e midiática contra o Hezbollah". Falando do próximo conflito, ele destacou que não está claro quem será o vencedor, mas é claro que o líder do Hezbollah "será alvo de assassinato" em qualquer operação militar.

"Está claro que se ele morrer, isto influenciará a campanha [militar]", frisou Manelis.

Soldados das Forças de Defesa de Israel durante treinamento de busca e resgate no sul do país - Sputnik Brasil
Tensão no Oriente Médio: Israel vai simular guerra com o Hezbollah
Hassan Nasrallah, líder do movimento Hezbollah, por sua vez, avisou repetidamente Tel Aviv para não aumentar a tensão com o seu país, afirmando que as Forças Armadas do Líbano estão mais do que preparadas para qualquer conflito potencial.

Manelis, contudo, descartou os avisos que a próxima guerra "será diferente. A inteligência e capacidade operacional das FDI, sua movimentação e poder de fogo, mostram que se [para eles] já é difícil em Israel, no Líbano será muito pior".

Israel e Líbano já tiveram dois conflitos armados em 2006 e 2000. Falando da possibilidade de mais uma confrontação, Hassan Nasrallah declarou no mês passado que Israel não tem uma visão correta sobre o que o espera em caso de guerra.

Mais cedo em novembro, o comandante-chefe do exército libanês, general Joseph Aoun, ordenou aos soldados para ficarem em prontidão de combate na fronteira sul para poderem responder às "ameaças e violações" militares de Israel.

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