Analista norte-americano: Rússia nem sequer faz parte das 5 maiores ameaças aos EUA

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A Rússia não ameaça existência dos EUA, mesmo assim, políticos norte-americanos afirmam o contrário há anos. Foi isso que assinalou o especialista em ciências políticas e em assuntos da Rússia norte-americano, Stephen F. Cohen, durante programa de TV de John Batchelor.

De acordo com ele, afirmações sobre alegada ameaça russa são ouvidas nos EUA diariamente, chegando a se tornar até mesmo "realidade reconhecida". Contudo, de acordo com Cohen, a Rússia nem sequer faz parte das cinco principais ameaças aos EUA. 

Segundo o especialista, a maior ameaça aos Estados Unidos representa assim chamada "russiagate", escândalo relacionado aos alegados laços de Donald Trump com Moscou, ainda que não tenham sido comprovados.

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Estas "afirmações não confirmadas, mas, cada vez mais insistentes" sobre Trump ter sido comprometido pelo Kremlin ou até ser controlado por ele ocupam a primeira posição entre ameaças aos EUA, já que podem provocar a deterioração das relações entre a Rússia e os EUA e até desencadear conflito militar.

Cohen critica a mídia norte-americana que explica de forma negativa os desejos do presidente norte-americano de melhorar as relações com a Rússia, em particular, em torno da crise síria. Assim, o The New York Times acusou Trump de trair os interesses dos EUA, o colunista The Washington Post, Josh Rogin, afirmou que "Trump joga na Síria a favor da Rússia".

O analista norte-americano recordou também sobre as palavras de vários políticos democratas de seu país que qualificaram "ataques hackers" da Rússia como "ato de guerra" em relação aos EUA.

"O que pode ser mais leviano do que insistir que estamos em guerra contra outra superpotência nuclear?", o analista se questionou. 

Para ele, a segunda maior ameaça aos EUA é a demonização do presidente russo, Vladimir Putin, que, de acordo com Cohen, não tem análogos na história. Ele frisou que nenhum líder soviético ou pós-soviético foi infamado de forma tão furiosa e infundada.

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Cohen acredita que, justamente por isso, os EUA estejam perdendo um parceiro importante no que se trata de segurança nacional, sendo essa uma importância especial para os norte-americanos.

A terceira ameaça na lista de Cohen é o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) e outras organizações terroristas. "Esta ameaça real seria a principal se as elites da política e da média norte-americana não tivessem criado as duas primeiras", assinalou.

Em seguida, a lista de ameaças aos EUA inclui o crescimento na quantidade de nações com arma nuclear. "Em 1949 eram duas, agora há nove", recorda e acrescenta que "na época de conflitos e guerras religiosas e entre nações; fanatismo é capaz de destruir o tabu usando armas nucleares".

A quinta posição é dada ao aquecimento global e à desigualdade econômica global.

O especialista frisou que na lista não se encontram nem Rússia nem China: em sua opinião, esses dois países representam ameaças ilusórias, inventadas por Washington. No que se refere à aliança entre Moscou e Pequim que de fato é o resultado da política contraditória dos EUA, é assunto para outra conversa, acrescentou Cohen.

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