EUA não deixarão a Síria, afirma ex-oficial da CIA

© REUTERS / Goran TomasevicCombatentes curdos correm pelas ruas de Raqqa, Síria (foto de arquivo)
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Os Estados Unidos manterão suas bases militares na Síria e continuarão a apoiar militarmente as forças curdas locais, apesar de oficialmente dizerem que irão encerrar seu apoio à forças rebeldes, afirmou o ex-oficial da CIA Philip Giraldi em entrevista á Sputnik.

"A presença dos EUA na Síria não irá embora", disse Giraldi. "Os turcos afirmam que existem agora 13 bases americanas no país, algumas das quais parecem ser permanentes".

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Washington está em posição para deixar de armar grupos de oposição na Síria já que o Daesh está sendo esmagado no país, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, durante uma entrevista coletiva nesta semana.

No entanto, Giraldi acredita que a Casa Branca irá manter presença militar significativa na Síria para garantir influência durante as negociações para acabar com a atual guerra civil — que já dura seis anos e custou a vida de cerca de 600 mil pessoas. 

Os Estados Unidos irão deixar de apoiar, na verdade, grupos rebeldes que se mostrarem militarmente ineficazes e sem apoio popular, afirmou o ex-oficial da CIA.

Para Giraldi, a promessa de encerrar o fornecimento de armas às milícias curdas é uma resposta à Turquia — que é uma aliada chave na OTAN e tem uma minoria curda de 13 a 15 milhões de pessoas, algo em torno de 15% de sua população. 

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Isto não significa, entretanto, que Washington irá abandonar os curdos já que eles representam a maior parte das forças leais aos Estados Unidos na Síria. A Casa Branca apenas encontrará uma maneira de armá-los sem o conhecimento da Turquia, acredita Giraldi. 

"Eles procurarão encontrar outras maneiras de continuar a armar e financiar os curdos sem deixar os turcos loucos", disse ele.

O isolamento dos curdos tem aumento após o Curdistão iraquiano decidir por sua separação do resto do país por meio de um referendo. Bagdá respondeu com uma ofensiva militar. 

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