Opinião: destróier no mar Negro deteriora as já ruins relações entre Rússia e EUA

© AFP 2022 / STRUSS James Williams (foto de arquivo)
USS James Williams (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O destróier norte-americano James E. Williams entrou nas águas do mar Negro e está se aproximando à cidade ucraniana de Odessa. O especialista militar Vladimir Kozin, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, explicou qual é o perigo das ações da Marinha dos EUA.

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O destróier norte-americano USS James E. Williams entrou nas águas do mar Negro e está indo em direção ao porto de Odessa, diz o site do Instituto Naval dos EUA citando um representante da Marinha dos Estados Unidos.

O navio norte-americano zarpou do porto de origem de Norfolk (estado da Virgínia) em 23 de maio. Espera-se que o destróier regresse ao seu porto até ao Natal.

Os destróiers de classe Arleigh Burke, a que pertence o USS James E. Williams (DDG-95), estão equipados com dois sistemas de lançamento de mísseis Aegis. Além disso, é capaz de transportar até 56 mísseis Tomahawk que podem ser equipados com ogivas nucleares, bem como um helicóptero SH-60 Seahawk. A tripulação dos destróiers deste tipo é composta por 337 efetivos.

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O especialista militar Vladimir Kozin, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, falou sobre o perigo das ações da Marinha dos EUA.

"Não é pela primeira vez que os destróiers norte-americanos com determinado propósito funcional entram no mar Negro ou Báltico e se encontram no mar de Barents. São navios de combate multifuncionais que têm a bordo não apenas armas defensivas antimísseis Aegis, mas também armas ofensivas: mísseis de cruzeiro de baseamento naval Tomahawk. Levando em consideração que os meios antimísseis estão operacionalmente e taticamente ligados em tempo real com armas nucleares e forças convencionais, estas ações podem ser qualificadas como extremamente hostis e perigosas. Sendo assim, isto contribui para as tensões entre Moscou e Washington e deteriora ainda mais as já ruins relações entre os dois países que se tornaram assim por culpa e por iniciativa dos EUA", assinalou Vladimir Kozin.

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