Oficiais são ordenados a expulsar Mugabe, diz porta-voz do parlamento zimbabuano

© REUTERS / Philimon Bulawayo/FilesPresidente do Zimbábue, Robert Mugabe, ao se dirigir ao órgão principal do partido no poder ZANU-PF, o Politburo, na capital Harare (foto de arquivo)
Presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, ao se dirigir ao órgão principal do partido no poder ZANU-PF, o Politburo, na capital Harare (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A sessão parlamentar sobre o impeachment do presidente Robert Mugabe na capital Harare foi organizada um dia após o líder do país, que há muito tempo é presidente, ter ignorado a exigência do partido governante de se demitir.

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De acordo com a agência Reuters, o porta-voz do parlamento, Jacob Mudenda, declarou antes da sessão na terça-feira (21) que Monica Mutswangwa iniciou a moção do impeachment e recebeu apoio do membro da oposição, James Maridi. A sessão parlamentar está marcada para as 16h30 no horário local (11h30 no mesmo dia em Brasília).

Em 21 de novembro, a União Nacional Africana do Zimbábue — Frente Patriótica (ZANU PF, na sigla em inglês) deveria iniciar o processo de impeachment no parlamento depois da recusa do presidente de abandonar suas funções na segunda-feira.

Também na terça-feira, o presidente de 93 anos deveria ter comparecido à reunião regular do gabinete, que seria seu primeiro encontro desde a tomada de controle do país pelos militares. Contudo, ainda não se sabe se os ministros marcarão presença na reunião.

Os acontecimentos de hoje sucedem o banimento da ZANU-PF no domingo (19) contra o presidente para que ele deixe todos os seus cargos no partido, bem como a presidência do país.

A situação política no Zimbábue foi agravada com a prisão domiciliar do presidente Mugabe em 13 de novembro para proteger os cidadãos dos "criminosos" na administração presidencial. Os militares tomaram também o controle do centro de televisão pública e bloquearam os edifícios parlamentares.

A reviravolta aconteceu após Mugabe, que tem governado o país por mais de 30 anos como presidente e premiê ao mesmo tempo, ter retirado do partido governante o seu primeiro vice-presidente, Emmerson Mnangagwa, que era considerado possível sucessor e que conta com apoio dos militares.

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