Moscou critica recentes declarações americanas sobre 'futuro' ataque químico na Síria

© REUTERS / Ammar AbdullahMembro da defesa civil respira via máscara de oxigênio depois do ataque na cidade de Khan Shaykhun, na Síria, com alegado uso de armas químicas, 4 de abril de 2017
Membro da defesa civil respira via máscara de oxigênio depois do ataque na cidade de Khan Shaykhun, na Síria, com alegado uso de armas químicas, 4 de abril de 2017 - Sputnik Brasil
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Nesta quarta-feira (28), a chancelaria russa afirmou que as recentes declarações dos EUA sobre alegados preparativos de Damasco para mais um ataque químico na Síria são um "convite" aos terroristas e à oposição para realizarem novas provocações envolvendo armas químicas.

Mais cedo nesta segunda-feira (26), a Casa Branca afirmou que o presidente sírio Bashar Assad estaria supostamente preparando um novo ataque químico e ameaçou que, caso ele seja realizado, o preço que o governo sírio terá que pagar será muito alto.

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Damasco, por sua vez, rejeitou todas as acusações. Já Moscou frisou que o Kremlin analisou o comunicado da Casa Branca sobre o perigo de um novo ataque químico na Síria, mas desconhece em que se baseiam tais suposições.

"Consideramos todas estas novas insinuações sobre armas de destruição maciça, nas piores tradições da intervenção da OTAN no Iraque em 2003, como nada mais senão um 'convite' aos terroristas, extremistas e oposição armada que atuam na Síria, para fabricar mais uma provocação de larga escala envolvendo armas químicas, na sequência da qual, segundo os planos de Washington, se deverá seguir um ‘castigo inevitável' em relação a Bashar Assad", diz o comentário do Ministério das Relações Exteriores russo postado no site oficial da entidade.

Além disso, Moscou acredita que, em resultado de tais declarações por parte de Washington, começará uma nova onda de extrema politização do respectivo tema no âmbito da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

"Não é difícil prever as futuras ações dos americanos e seus 'correligionários' no contesto do chamado 'dossiê químico sírio'. Espera-se uma nova onda de extrema politização deste tema nas plataformas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), em Haia, e do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, com iniciativas para sanções e resoluções contra as autoridades legítimas da Síria", adianta a chancelaria.

A chancelaria russa também realçou que vai continuar exigindo uma investigação plena e justa ao alegado ataque químico na cidade de Khan Shaykhun. Washington, desde o início, culpou as autoridades sírias por este ataque, efetuado, alegadamente, com gás sarin, embora Damasco rejeite categoricamente tais acusações.

"Quanto à retórica beligerante de Washington, consideramos como necessário advertir os nossos parceiros americanos contra futuras ações irresponsáveis que violam a Carta da ONU e as normas universalmente aceites do direito internacional, tal como aconteceu durante o ataque com mísseis contra a base aérea síria de Shayrat em 7 de abril", resumiu a entidade.

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