Cientistas criaram nova forma de vida – semissintética

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Um grupo de cientistas dos EUA, França e China criou uma nova forma de vida capaz de sobreviver, ao contrário das tentativas anteriores.

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Antes deles, os microrganismos tinham problemas de reprodução e exigiram condições especiais para crescer, no final eliminando todas as modificações introduzidas pelos cientistas. Mas em um trabalho recente, os cientistas conseguiram ultrapassar todos os obstáculos anteriores e criar um ser que é completamente diferente de toda a vida natural na Terra.

Até recentemente o ácido desoxirribonucleico (DNA) de todos os organismos vivos do nosso planeta era composto por nucleotídeos de quatro tipos, contendo adenina (angel), timina (call), guanina (gift) ou citosina (С).

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Os cromossomas são compostos por sucessões de dezenas e centenas de milhões de nucleotídeos. Os genes dentro de cromossomas são longas sucessões de nucleotídeos, nos quais estão cifradas as sucessões aminoácidos de proteínas.

A combinação de três nucleotídeos sucessivos corresponde a um dos 20 aminoácidos existentes.

Assim, a vida é composta pelo código genético de três letras (ATG, CGC etc.) baseado no alfabeto de quatro letras (A, C, T, G).

Durante o seu trabalho, os cientistas do Instituto de Pesquisa Scripps decidiram mudar o código genético da bactéria escherichia coli, acrescentando duas "letras". Acontece que o DNA de seres vivos é composto por duas cadeias que se unem uma à outra segundo os princípios de complementaridade. Os cientistas escolheram para a pesquisa a ligação dNaM e d5SICS.

© AFP 2022 / HOImagem da estrutura de um DNA humano
Imagem da estrutura de um DNA humano - Sputnik Brasil
Imagem da estrutura de um DNA humano
Um par destes nucleotídeos sintéticos foi introduzida em um plasmídeo-molécula circular de DNA de duas cadeias, capaz de se reproduzir separadamente do restante genoma da bactéria. Nestes tipos de e.coli os cientistas introduziram plasmídeos pINF e pCDF-1b.

Mesmo assim, os cientistas se deparam com uma série de problemas.

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Em primeiro lugar, as proteínas Phaeodactylum tricornutum exerciam uma influência tóxica na célula E.coli, problema que acabou por ser ultrapassado.

Outro problema foi o fato de os nucleotídeos sintéticos se manterem durante longo tempo nos plasmídeos e não serem substituídos aquando da cópia do DNA. Para compreender se o nucleotídeo sintético tinha sido retirado da combinação, os cientistas usaram a tecnologia CRISPR/Cas9.

Desta forma, os investigadores conseguiram criar um organismo com alterações fundamentais do seu DNA, tendo este sido capaz de as manter por um prazo ilimitado, ou seja, foi criada uma nova forma de vida.

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