Stephen Hawking: chegou o momento mais perigoso para o nosso planeta

© AFP 2022 / NIKLAS HALLE'N Cientista britânico, Stephen Hawking, na coletiva de imprensa em Londres, em 2017
Cientista britânico, Stephen Hawking, na coletiva de imprensa em Londres, em 2017 - Sputnik Brasil
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O cientista britânico Stephen Hawking considera que o momento mais perigoso para a nossa sociedade e para nosso planeta é hoje.

Hawking destaca dois acontecimentos que abalaram o mundo nos últimos meses e fizeram com que o físico inglês prestasse atenção à situação que mundo enfrenta hoje em dia. O Brexit e as eleições nos EUA, eis os eventos que, de acordo com Hawking, revelam o momento em que há "um grito de raiva dos abandonados".

"Podemos pensar qualquer coisa sobre a decisão do eleitorado britânico de rejeitar a permanência na União Europeia e sobre a decisão dos cidadãos dos EUA em eleger Donald Trump como seu próximo presidente, não há nenhuma dúvida na mente dos comentaristas que este foi um grito de raiva das pessoas que acharam que tinham sido abandonadas por seus líderes", escreve Hawking.

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O cientista britânico destaca que ele já avisou sobre as graves consequências do Brexit, que este referendo resultou em um "passo atrás" e que irá prejudicar o progresso cientifico.

"O que importa agora, muito mais do que as escolhas feitas por esses dois eleitorados, é a forma como as elites reagem. Devemos, por sua vez, rejeitar esses votos como manifestações de sentimentos que não levam em conta os fatos, e tentar contornar ou limitar as escolhas que eles representam? Eu diria que isso seria um erro terrível", nota Hawking.

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Na publicação o cientista indica aos leitores que a ruptura entre elites está aumentando, inclusive entre políticos, classe média e trabalhadores. De acordo com Hawking o uso das máquinas, robotização da indústria, a falta da necessidade de obter rendas altas usando grande quantidade de recursos humanos levam ao crescimento do desentendimento.

"A internet e as plataformas digitais permitem a grupos bem pequenos receber lucros enormes empregando poucas pessoas. Isso é inevitável, é o progresso, mas também é a destruição social."

Tendo uma tecnologia omnipotente e destruidora, a humanidade ainda não desenvolveu algo para poder escapar às consequências terríveis. Stephen Hawking apela a todos para que lutem pelo nosso futuro.

"Agora temos uma tecnologia capaz de destruir o planeta em que vivemos, mas ainda não desenvolvemos a capacidade para escapar a isso. Talvez, em algumas centenas de anos, nós tenhamos estabelecido colônias humanas no meio das estrelas, mas agora nós só temos um planeta, e nós precisamos de trabalhar juntos para protegê-lo."

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O que a humanidade pode fazer é parar de construir barreiras entra as nações e destruir as que já existem. E, de acordo com o cientista, "se nós tivermos a chance de fazer isso, os líderes mundiais precisam reconhecer que eles falharam e estão falhando perante muitos. Com recursos cada vez mais concentrados nas mãos de poucos, nós vamos ter de aprender a partilhar muito mais do que no presente".

Sendo um grande otimista, Stephen Hawking conclui seu artigo publicado no The Guardian com uma manifestação de certeza que o mundo pode fazer isto, pode apelar às elites para que aprendam com as lições do passado.

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