Assassino da ditadura de Pinochet condenado nos EUA

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O ex-militar chileno Pedro Pablo Barrientos foi considerado culpado da morte do músico Victor Jara em 1973 e deve pagar uma indemnização de 28 milhões de dólares, informou a imprensa norte-americana esta terça (28), citando a decisão da Corte federal da cidade de Orlando.

Barrientos, que tem cidadania dos EUA, torturou o cantor e compositor esquerdista Jara e disparou duas vezes na cabeça dele, quando ele estava detido no Estádio Nacional após o golpe de 11 de Setembro de 1973 no Chile, afirmaram advogados da família do músico assassinado, de acordo com o jornal local Daytona Beach News-Journal.

Barrientos foi processado em março, de acordo com a lei estadunidense de proteção das vítimas de torturas, que permite que familiares de pessoas, vítimas de torturas ou execuções em outros países, iniciem processos civis nos tribunais dos EUA.

O processado disse na passada sexta-feira (24) ao jornal Daytona Beach da cidade onde reside que, no dia da morte de Jara, ele nem estava perto do Estádio Nacional, onde os militares detiveram e torturaram membros da oposição.

Jara tinha os dedos da mão amputados e foi alvejado por 44 vezes, de acordo com relatórios e dados históricos.

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Embora nenhum dos soldados testemunhou Barrientos cometendo o crime, todos confirmaram que ele estava no estádio olhando os corpos das vítimas assassinadas e ouvindo os presos políticos sendo torturados em vestiários.

Um dos militares disse ter ouvido Barrientos se gabar ante outro tenente que tinha atirado contra Jara com sua pistola Luger.

A morte de Jara foi um crime simbólico da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), responsável por cerca de 3.200 mortes e dezenas de milhares de presos e torturados por razões políticos.

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