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Comissão do Impeachment ouve novas testemunhas de defesa

© AFP 2022 / EVARISTO SADilma Rousseff, a presidente afastada
Dilma Rousseff, a presidente afastada - Sputnik Brasil
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A Comissão Especial do Impeachment no Senado retomou nesta terça-feira (28) os depoimentos da defesa da presidenta afastada Dilma Rousseff, que foram interrompidos ontem (27) após um apagão que deixou a casa legislativa sem luz.

Maria Fernanda Coelho, ex-presidente da Caixa e ex-secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário, é a primeira a falar.

A Senadora Fátima Bezerra (PT/RN), ao se dirigir à Maria Fernanda Coelho, destacou a importância dos governos de Lula e Dilma para a inclusão social no campo.  

“Quero aqui, mais uma vez, chamar a atenção do quanto os governos Lula e da Presidenta Dilma avançaram no que diz respeito à inclusão social no campo. O Plano Safra é a demonstração cabal(…) Digo isso para dizer o quanto esse panorama mudou a partir dos governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma – mudou pelo conjunto de políticas públicas de caráter inclusivo”.

Já o ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo, informou que nunca foi advertido por técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os créditos suplementares que beneficiaram sua pasta. 

"Não vejo o ano de 2015 poder ser caracterizado como um ano de desajuste das contas públicas, de exagero ou frouxidão nos gastos do Executivo. Não foi isso que eu vi, não foi isso que testemunhei", declarou o ex-ministro, manifestando apoio à presidenta afastada Dilma Rousseff. 

"Se as despesas primárias fossem de cem reais, estaríamos discutindo aqui 16 centavos. As pessoas deveriam ser honestas em dizer que querem retirar uma presidente do poder porque não a apoiam mais. Isso aqui é só uma formalidade sendo cumprida. Lamento e espero que a população perceba o que está acontecendo", disse.

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Dilma se pronunciará aos senadores no dia 6 de julho.

A denúncia do impeachment acusa a presidente por duas práticas: a de ter editado decretos que ampliaram a previsão de gastos do Orçamento sem autorização do Congresso, quando havia dificuldade de atingir a meta fiscal, e pelas chamadas pedaladas fiscais no Plano Safra, programa federal de financiamento agrícola executado pelo Banco do Brasil.

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