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Governo federal altera desconto das parcelas da dívida dos estados com a União até 2018

© Dênio Simões/ Agência BrasíliaReunião com governadores para tratar sobre a dívida dos Estados com a União, na residência oficial do governador do Distrito Federal
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Após reunião nesta segunda-feira (20) entre governadores e representantes de 25 estados, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi , o Governo Federal aceitou aumentar o desconto para Estados em um novo acordo de renegociação das dívidas com a União. O débito chega a R$ 430 bilhões.

Conforme o acordo, as parcelas terão inicialmente desconto de 100% entre julho e dezembro de 2016, e o desconto vai reduzindo de forma escalonada a cada bimestre até ser zerado ao chegar em julho de 2018, quando o estados voltarão a pagar o valor integral das prestações.

Michel Temer durante apresentação das medidas econômicas - Sputnik Brasil
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Temer chama governadores para discutir dívida dos estados
Antes do encontro com Henrique Meirelles, o governador de Goiás, Marconi Perillo, conversou com a imprensa e disse que os Estados buscam os 100% de desconto por 24 meses. “A proposta do Tesouro são 24 meses, só que com escada decrescente até chegar a 40% em julho do ano que vem, e essa escada seria bimestral. De julho a dezembro do ano que vem ficaria estabilizado, congelado em 40%, e depois no ano seguinte desceria a zero. Nós estamos pedindo dois anos sem escada, ou seja, dois anos de descomprometimento total, 100% de congelamento.”

De acordo com a Agência Brasil, Perillo, a crise financeira no Rio de Janeiro, que decretou estado de calamidade financeira na sexta-feira (17), não foi discutida com o Ministro da Fazenda. O governador interino do Rio, Francisco Dornelles também não quis falar com a imprensa ao chegar para o encontro com Meirelles.

Depois de aceitarem a carência de seis meses no pagamento das parcelas da dívida até dezembro, os governadores se reuniram com o presidente interino Michel Temer e o Presidente do Senado Renan Calheiros.

Através de sua conta no Twitter, Temer brincou com o bordão que pede a sua saída do governo, usado por grupos contrários ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, para destacar que os estados terão carência até o final de 2016.

“Em primeiro lugar, até o mês de dezembro, haverá carência”, diz o post.

​Em seguida, Temer explica na rede social, que os pagamentos que não se deram em função de liminares, serão feitos em 24 meses a partir de julho. O presidente interino disse ainda que cinco linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão ser alongadas por mais 10 anos. Michel Temer reafirmou para os governadores que o governo vai inserir a limitação de gastos públicos dos estados no projeto que tramita no Congresso.

Confira a íntegra do discurso de Michel Temer:

 

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