Será que OTAN vai fornecer armas à Ucrânia?

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O parlamento está convencido de que a adesão da Ucrânia à OTAN é apenas uma questão de tempo, afirmou o presidente da Suprema Rada (parlamento ucraniano) Andrei Parubiy nessa terça (14) em uma reunião do Conselho Interparlamentar Ucrânia-OTAN em Kiev.
© AFP 2022 / ATTILA KISBENEDEKAndrei Parubiy, presidente da Suprema Rada
Andrei Parubiy, presidente da Suprema Rada  - Sputnik Brasil
Andrei Parubiy, presidente da Suprema Rada

Ele observou que a prioridade na cooperação entre a Ucrânia e a OTAN é o aprofundamento do diálogo bilateral a fim de cumprir os critérios necessários para aderir à aliança.

"Todo o Parlamento está convencido de que a Ucrânia aderirá à OTAN. Este processo pode demorar mas é de fundamental importância para a Ucrânia, e não apenas do ponto de vista da cooperação militar, mas também do ponto de vista da geopolítica e estratégia", disse Parubiy.

"Estamos falando principalmente sobre profundas e amplas reformas democráticas para atingir, até o ano 2020, a compatibilidade total com os padrões da OTAN no setor de segurança e defesa da Ucrânia", acrescentou ele. 

O presidente do parlamento da Ucrânia também disse que Kiev ainda está esperando o fornecimento de armas letais por parte da OTAN. De acordo com ele, Kiev conta com o pleno apoio político e financeiro do Ocidente "incluindo o fornecimento de armas letais".

Antes, o secretário do Conselho da Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia, Aleksandr Turchinov, lamentou que Kiev ainda não tenha recebido armas letais de parceiros ocidentais. O presidente do Comitê Militar da OTAN, Peter Paul, respondeu que não vê necessidade de fornecer armas letais para Kiev, porque isso "somente vai aumentar o sofrimento das pessoas".

Secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, e o presidente ucraniano Pyotr Poroshenko - Sputnik Brasil
Ucrânia e OTAN aprovam novo acordo técnico-militar
A Suprema Rada da Ucrânia introduziu em dezembro de 2014 alterações na legislação nacional, abandonando o seu status de país não-alinhado. A nova doutrina militar prevê a retomada da linha de adesão à OTAN e garantir até 2020 a plena compatibilidade das Forças Armadas do país com as forças dos países membros da Aliança. Em dezembro de 2015, durante uma visita a Bruxelas, o presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko assinou o "plano de implementação" de medidas entre a Ucrânia e a OTAN "na área da cooperação técnico-militar".

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