EXCLUSIVO: Hubert Seipel fala do futuro do jornalismo, da Internet e de Putin em Moscou

© Sputnik / Alejsei Kudenko / Abrir o banco de imagensFórum "Nova Época do Jornalismo: a Despedida do Mainstream" organizada pela agência Rossia Segodnya
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O criador do filme documentário sobre Putin comentou à Sputnik a atualidade e o possível desenvolvimento futuro do jornalismo no âmbito do Fórum mediático realizado em Moscou entre 6 e 7 de junho.

Hubert Seipel, o jornalista alemão que filmou o documentário intitulado “Eu, Putin”, está na capital russa para participar no Fórum "Nova Época do Jornalismo: a Despedida do Mainstream" organizada pela agência Rossia Segodnya.

Falando a um jornalista da Sputnik sobre o evento, o ex-jornalista do Spiegel referiu que “nós [jornalistas] estamos omitindo algo” no jornalismo moderno.

© AFP 2022 / DPA / KARLHEINZ SCHINDLERHubert Seipel
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Além dos objetivos pouco claros (que continuarão sendo discutidos no âmbito do evento), ele notou também que Snowden nos mostrou a realidade dos tempos modernos, com toda sua capacidade de vigilância, especialmente tendo em conta a Internet.

"Ele [Snowden] nos abriu os olhos e agora somos nós que devemos definir os limites políticos dentro da nossa sociedade para limitar tal tipo de espionagem."

Mas, de acordo com o que Seipel disse à Sputnik, mesmo sabendo de tudo o que acontece, graças às revelações do ex-funcionário da CIA sobre programas de vigilância na Internet por parte dos EUA e dos serviços secretos do Reino Unido, nós somos demasiado preguiçosos para mudar algo – estabelecer regras, leis, ou pelo menos ficar atentos ao que fazemos na rede global.

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Seipel também disse que no âmbito das filmagens do documentário e dos preparativos para o seu último livro, “Putin: uma olhada por dentro do poder” (em original alemão “Putin: Innenansichten der Macht”), ele se encontrou com o líder russo cerca de 20 vezes.

E sublinhou que era importante compreender: é que Putin representa os interesses da Rússia, do seu próprio país, e estes não devem e não vão coincidir com os interesses de qualquer outro país.

“Ele é o presidente da Rússia, então ele representa realmente os interesses russos e não os interesses alemães ou americanos. É muito simples.”

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