Vencer na justiça é fácil. É só estudar as leis... da física

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Doutor em ciências naturais conseguiu ganhar um processo na justiça apelando às leis fundamentais da física, anulando a multa que lhe foi atribuída pela polícia rodoviária.

O morador da cidade russa de Kazan Iurii Goriunov provou na justiça que as medições do radar rodoviário móvel estavam erradas, conseguindo se livrar da multa por excesso de velocidade. O cientista revelou à imprensa alguns detalhes técnicos desse processo curioso.

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Em agosto passado, o carro dele, um Lada do modelo Granta, foi fotografado pelo radar móvel instalado pela polícia na rodovia que vai de Moscou a Ufá (sede da cúpula dos BRICS em 2015). O equipamento registrou um alegado excesso de velocidade – 92 km/h em vez de 70 km/h permitidos. Ao motorista foi exigido pagar uma multa de 500 rublos (em torno de 30 reais).

O professor da universidade tinha certeza que o velocímetro não marcava mais de 80 km/h (o excesso de velocidade por dirigir a menos de 20 km/h acima da velocidade permitida não está sujeito a multa na Rússia). Sendo assim, decidiu conhecer em detalhes o funcionamento do radar.

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"Tentando entender o motivo da multa, examinei as fotos da notificação e prestei atenção a um detalhe interessante – o radar estava colocado no nível abaixo do fundo do meu carro. Sendo físico, percebi logo que nestas condições a disseminação de ondas de rádio na camada de atmosfera está limitada, o que leva a medição errada da velocidade e os resultados desta ficam mais altos," diz o professor.

"Depois estudei a documentação técnica do equipamento medidor, segundo a qual, sendo ele instalado a um ângulo menor do que 25 graus, o radar é incapaz de detectar a velocidade corretamente, obtendo resultados de medição de velocidade mais elevados", continua.

As informações sobre a disseminação das ondas de rádio foram apresentados pelo cientista à justiça junto com explicações sobre o efeito doppler (fenômeno físico observado nas ondas quando emitidas ou refletidas por um objeto que está em movimento com relação ao observador), no qual está baseado o funcionamento do radar, para defender sua inocência.

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"Muitos optariam por pagar este valor desprezível em vez de perder tempo e esforços na justiça, mas eu sou assim. Não gosto quando me enganam de modo atrevido. Se infringisse, seria outra coisa".

Entretanto, o respondente no caso, que é a polícia rodoviária, recorreu da decisão favorável ao cidadão. Agora o tribunal supremo da região vai decidir se as leis da física são universais mesmo.

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