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MTST desocupa prédio em SP e comemora vitória na manutenção do Minha Casa Minha Vida

ENTREVISTA COM GUILHERME BOULOS 2 DE 02-06-16
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O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) desocupou na manhã desta quinta-feira, 2, o prédio da Presidência da República no Centro de São Paulo. A ocupação, iniciada na véspera, ocorreu após o Ministério das Cidades informar que não vai suspender o programa Minha Casa Minha Vida, que seguirá sem qualquer interrupção.

Na quarta-feira, manifestantes do MTST e policiais militares enfrentaram-se em violentos confrontos com o uso de bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta por parte da tropa de choque. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, todos os manifestantes presos já foram liberados e um policial ficou ferido. A imagem da manifestante Érika Sampaio, de 29 anos, sendo derrubada por um integrante da tropa de choque e imobilizada por um golpe de mata leão ganhou repercussão nas redes sociais no Brasil e no exterior. Durante os protestos, os manifestantes picharam algumas paredes e vidros com slogans pedindo a saída do presidente em exercício Michel Temer.

Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST, disse que o protesto foi marcado após o anúncio da revogação da contratação de mais 11 mil moradias no Minha Casa, Minha Vida feita nos primeiros dias do governo Temer. 

Protesto do MTST em São Paulo - Sputnik Brasil
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"Ontem à noite (quarta-feira, 1º), o ministério se pronunciou que vai recuar e a portaria voltar a valer e as moradias vão ser contratadas. Com isso, e com essa vitória, o movimento desocupou hoje (dia 2) o escritório na Avenida Paulista."

Segundo Boulos, o movimento vai permanecer mobilizado, vai permanecer nas ruas. 

"Encerramos a ação no escritório da presidência porque o objetivo foi atingido. O movimento vai permanecer firme contra um governo que consideramos ilegítimo, fruto de um golpe e que está atacando direitos, não só o Minha Casa, Minha Vida. Existe o tema da Previdência, direitos trabalhistas e os demais programas sociais. Isso não quer dizer que os riscos de corte do Minha Casa Minha Vida acabaram."

O coordenador do MTST classificou a ação policial como vergonhosa, brutal e covarde.

"(A repressão) Foi feita pela Polícia Militar do Estado de São Paulo a mando do governador Geraldo Alckmin. Eles acharam, pela segunda vez — porque na semana passada fomos à casa do Michel Temer aqui em São Paulo e também fomos reprimidos pela tropa de choque — que o povo recuaria ou seria derrotado pela violência e fracassaram. Saímos de lá hoje de manhã voluntariamente após conquistar a vitória."

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