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Oposição venezuelana adia plano para derrubar Nicolás Maduro

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A oposição venezuelana adiou nesta sexta-feira, 4, o anúncio do plano para tentar antecipar a saída do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O plano tenta aprovar na Assembleia Nacional um referendo sobre a permanência de Maduro, emplacar uma emenda constitucional que abrevie seu cargo e estabelecer pressões para a renúncia do presidente.

O plano, liderado e concebido pela Mesa Unidade Democrática (MUD), foi adiado depois que, na terça-feira, 1, o Tribunal Supremo de Justiça suspendeu os poderes do Legislativo de monitorar atuações de outros poderes públicos.

Em 19 de abril, Maduro cumprirá seis anos no cargo, e um referendo popular – desde que a oposição conseguiu maioria simples na Assembleia nas eleições legislativas em dezembro – poderia antecipar sua saída do Executivo caso obtivesse 4 milhões de assinaturas.

Dentro do esforço oposicionista, uma comitiva de deputados da oposição foi recebida pela Comissão de Relações Exteriores do Brasil na última semana de fevereiro. O objetivo era sensibilizar o Governo brasileiro para apoiar os esforços da oposição para antecipar a saída de Maduro do poder.

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Ilevia Media, deputada do Pátria para Todos, partido de apoio ao Governo, condena as tentativas da oposição, que, segundo ela, está intoxicada com os resultados da eleição parlamentar de dezembro. Para a deputada, as mudanças aprovadas na Lei de Anistia colocariam em liberdade não opositores presos injustamente, segundo a oposição, mas corruptos e narcotraficantes.

A queda na cotação do barril de petróleo – de pouco mais de US$ 100 há um ano e meio para a faixa dos US$ 35 o barril atualmente – tem impactado fortemente o orçamento venezuelano, uma vez que a exportação de petróleo corresponde a mais de 80% da receita do país. Dificuldades no câmbio, que se refletem em problemas na importação, e as manobras de parte do empresariado, contribuindo para aumentar o desabastecimento, segundo o Governo, têm contribuído para o aumento da inflação, que, conforme cálculos de algumas consultorias, pode ter chegado a cerca de 700% em 2015.

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O presidente da Sociedade Brasileira de Direito Internacional, Antônio Celso Alves Pereira, vê a situação da Venezuela se agravando a cada dia com o aumento das pressões políticas:

"A situação da Assembleia é de legitimidade, porque a eleição teve acompanhamento internacional. A oposição ganhou as eleições de forma limpa. É uma situação triste, porque é um grande país, um país importante, um grande produtor de petróleo (o que, infelizmente, tem sido a grande desgraça da Venezuela), e não só por causa dos Governos bolivarianos. Os anteriores, pseudodemocráticos, mergulharam o país na corrupção. É um grande país, um grande povo, que tem uma história bonita na América Latina e que está agora nessa situação." 

 

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