Vencedores do Prêmio Nobel de Economia criticam condições dos credores para a Grécia

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Dois ganhadores do Prêmio Nobel de Economia afirmaram que votariam "não" no referendo popular na Grécia sobre a aprovação ou não do programa de medidas impostas pelos credores internacionais para a liberação de uma ajuda financeira de € 7 bilhões ao país.

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Paul Krugman, Nobel de 2008, e Joseph Stiglitz, Nobel de 2001, assinaram na segunda-feira (29) artigos, respectivamente, nos jornais britânico The Guardian e no norte-americano The New York Times defendendo o “não” no plebiscito que acontecerá no domingo, 5 de julho. Eles defenderam que a Grécia tem mais a perder do que a ganhar com um acordo.

Krugman afirma que o governo grego deve estar preparado, se necessário, para sair da Zona do Euro. O economista afirmou que o colapso na economia do país está muito ligada à moeda europeia, “que amarrou a Grécia num colete-de-forças econômico”. Ele ainda acrescentou que “ceder a um ultimato da troika representaria o abandono final de qualquer pretensão de independência”.

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Já Stiglitz afirmou em seu artigo no The Guardian que “nenhuma alternativa, aprovação ou rejeição dos termos da troika, vai ser fácil e ambas implicam riscos”. No entanto, destacou que a vitória do “sim” representa “uma depressão quase sem fim”. Ele argumenta que “o ‘não’ pelo menos abriria a possibilidade da Grécia decidir seu próprio futuro”.

Posições semelhantes adotou Joseph Stiglitz em uma entrevista exclusiva à BBC publicada nesta terça-feira (30). O economista culpou os credores internacionais pela situação na Grécia e disse que as condições impostas ao governo grego são “revoltantes” e um “ataque à democracia”. Ele afirmou que a “austeridade fracassou”.

O Prêmio Nobel em 2001 lembrou a situação da Argentina, dizendo que o país da América do Sul depois do calote começou a crescer 8% ao ano. O êxito argentino, segundo Stiglitz, “prova que há vida depois de uma reestruturação econômica”.

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