Negociações sobre programa nuclear do Irã prolongam-se e são intensificadas

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O grupo P5+1 devia chegar ao acordo sobre o programa nuclear do Irã nesta terça-feira, 30 de junho, mas isso não aconteceu. Por que? Quando e em quais condições Teerã e o sexteto de mediadores internacionais poderão terminar as negociações?

30 de junho é a data prevista para a reunião grande dos chanceleres do sexteto e do Irã, que provavelmente será moderada pela chefe da diplomacia da europeia, Federica Mogherini.

A situação em torno do documento continua muito dramática, porque mesmo que o acordo não for assinado hoje, os resultados da reunião dos ministros em Viena tornará claro se as partes poderão ou não poderão chegar ao acordo. 

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O fato de se as partes não conseguirem preparar o documento até o último dia de junho não é grave. Só mostra toda a seriedade com a qual os negociadores tratam do assunto. Apesar de chegar à compreensão mútua sobre questões políticas, as partes também deverão criar um acordo que teria o mesmo sentido, sem variações, em todas as línguas oficiais da ONU e na língua persa.  

No momento, ainda não há compreensão entre o Irã e sexteto (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia) relativamente ao processo do levantamento das sanções do Irã e os procedimentos de controle da AIEA, bem como sobre os mecanismos de controle sobre a realização do acordo.

É claro que o acordo final com o Irã não prevê anular toda a infraestrutura nuclear iraniana. Isso é impossível juridicamente porque o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e documentos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) permitem a qualquer país desenvolver tecnologia nuclear, mas só com a condição de fazer isso sob firme controle da AIEA.

Neste contesto, o acordo de Lausanne traça a via ideal de sair da crise nuclear iraniana. Este documento é o resultado de 16 meses de negociações, o que é um período bastante curto em termos diplomáticos. Até abril de 2015, as partes conseguiram chegar ao consenso sobre quase todo o leque das questões que deveriam servir como base para o acordo totl abrangente – que teria 80 páginas, segundo várias fontes.

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Agora, os negociadores deverão fazer um trabalho político-diplomático muito difícil em um período de tempo limitado. O chanceler francês, Laurent Fabius, diz que a data de nova ronda das negociações não será anunciada no futuro imediato, porque os políticos planejam reunir-se em Viena até o fim. O chanceler russo, Sergei Ryabkov, declarou que o processo das negociações tornou-se de fato contínuo. De acordo com vários informações, o processo poderá durar até duas semanas.

O processo das negociações sobre o programa nuclear iraniano intensificou-se, dez anos depois, com a chegada ao poder em 2013 de Hassan Rohani, um político muito interessado no levantamento das sanções contra o Irã que tinham prejudicado muito a economia do país.

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